bizi | 14.11.25

Estivemos presentes no RD Summit 2025, o maior evento de marketing e vendas da América Latina, junto da Layer Up. Enquanto o objetivo dos layers é apresentar a firma para novos leads no stand da Layer, o nosso objetivo por lá é rodar o evento em busca das palestras mais interessantes e trazer insights quentinhos pra você.
Por isso, se você não pode ir ou quer reviver esses conteúdos, vem com a gente em mais uma cobertura especial — e, pela primeira vez, parte única — de mais um evento do nosso amado setor de marketing.
🎫 Nesta edição você vai conferir:

Nem dá pra chamar de hype ou novidade mais. A inteligência artificial é oficialmente parte das nossas conversas, das nossas empresas e das nossas tarefas cotidianas.
Como bem dissemos nesse post, a pergunta não é mais “será que a IA vai nos substituir?”, mas sim “o que podemos aprender com essa nova tecnologia?”.
E foi pensando nisso que reunimos esses insights:
Esse foi um dos questionamentos que Christian Rôças (Flint) trouxe, ao lado de Janaina Augustin (Gullane) e Renata Decoussau (IBM), em um painel sobre humanos + IA — não contra.
O painel definiu que uma das maiores colaborações da IA foi trazer escala e viabilidade para os criativos. Agora, o desafio — e o nosso verdadeiro diferencial perante a tecnologia — é testar e aprender, mas também escutar o público, trazer sensibilidade e transformar essa interação em um diálogo criativo.
Neil Redding, da Redding Futures, começou sua apresentação com uma frase provocante:
O quase-futurista apresentou a IA como uma nova espécie que não estabelece uma relação invasiva ou parasitária com os humanos, mas simbiótica — ou seja, de colaboração e ajuda mútua.
Nesse cenário, enquanto ajudamos a tecnologia a evoluir, passando do prompt à co-criação, ela também ajuda a desenvolver capacidades, explorar possibilidades antes impensadas e trazer resultados de verdade aos nossos negócios.
Uma das palestras mais esperadas de todas as edições do RD Summit é sempre a que Martha Gabriel apresenta — e nem precisamos explicar o porquê, não é mesmo?
Segundo a autora, estamos “pensando mal”. A tecnologia nos ajudou a pensar mais, mas não necessariamente melhor, porque ela acelerou as coisas em um ritmo que muitas vezes não conseguimos acompanhar e, por isso, acabamos terceirizando o ato de pensar.
Para reverter isso, precisamos desenvolver o pensamento crítico, a autonomia e a ambiguidade (o contexto, nossa grande força para enxergar o mundo), dedicando tempo e atenção (os verdadeiros artigos de luxo do século XXI) para pensar sobre nossas decisões, tarefas e estratégias. Dessa forma, a tecnologia potencializa nossas capacidades, mas se a usarmos antes de pensar por conta própria, nos tornamos dependentes dela.
Segundo Martha, o que pode acabar com os empregos não é a IA, mas a falta de adaptabilidade.
Para isso, a especialista ainda deixou três caminhos:


No maior evento de marketing e vendas da América Latina é exatamente isso que buscamos encontrar, é claro. Mas não os mesmos dados e frases-prontas que você vê no LinkedIn todo dia.
É sobre esses aprendizados essenciais e essas novidades que vamos falar agora.
Já faz alguns anos que a CEO do Purple Metrics, Guta Tolmasquim, vem apresentando uma abordagem científica para o marketing, aquela que “testa, erra e descobre a cura que, nesse caso, é descobrir o que funciona”.
Segundo ela, esse despertar para o lado científico, dos métodos e da investigação, é como uma revolução de primavera: “essas revoluções são mais orgânicas, um grupo começa a fazer e vai contagiando outros, gradualmente. Isso vai se espalhando e florindo, florindo… A revolução científica do marketing é uma revolução científica por liberdade.”
Para Rita Midori, palestrante especialista em CX com passagem por diversos palcos importantes do Brasil, é nos momentos de crise que o nível real da experiência se revela. Em suas palavras: “se um cliente teve uma experiência ruim e, mesmo assim, ele ficou, faça tudo por esse cliente porque ele realmente tem uma conexão com a sua marca.”
Para enfrentá-las, a conselheira deixou 3 passos essenciais, usando o mesmo acrônimo de Voice Of the Customer:
Não é sempre que temos a oportunidade de ter uma aula de vendas com um doutor professor da Harvard Business School, então, anote esses insights:
De acordo com Frank Cespedes, o que realmente distingue as empresas é a habilidade de diferenciar, entender e atender diferentes perfis de clientes. Para ele, o sucesso nos negócios começa em saber e conhecer para quem vendemos, e não para quem queremos vender (o consumidor dos sonhos ou aquele que aspiramos).
O professor também trouxe uma nova visão sobre a produtividade do time de vendas: não é só o número de ligações que fazemos ou portas que batemos, mas o produto obtido a partir da capacidade do time, taxa de fechamentos e lucros.
Aumente a capacidade do time com:
Aumente a taxa de fechamento com:
E aumente os lucros com:
Assistimos alguns conteúdos sobre creators, inclusive palestras feitas por creators no evento, mas selecionamos esse conteúdo para sintetizar sua importância.
Segundo Sarah Buchwitz, conselheira do Grupo Flow, se o branformance (o marketing da relevância + resultado) é a teoria, a creator economy é onde ele acontece na prática, de forma muito fluida. Essa força está baseada em 3Cs: comunidade, criatividade e consistência.
De acordo com Sarah, o novo consumidor quer personalização + experiência, velocidade + eficiência, transparência + diálogo. Por isso, o novo marketing precisa de uma transformação:
Para Guilherme Oliveira, a transformação digital tem uma fórmula: 80% pessoas e 20% tecnologia. “Não adianta investir em tecnologia se eu não investir em pessoas que saibam utilizá-la.”
Segundo o diretor, existem 5 estágios da maturidade em dados:
Para ele, a verdadeira transformação digital é sobre pessoas que aprendem e evoluem com os dados.
Se a Bits to Brands não fosse nossa concorrente, poderíamos até dizer que somos fãs. Mas, ao invés disso, trouxemos um resumo de outra palestra muito aguardada no RD Summit: branding sob o ponto de vista da Beatriz Guarezi.
Todos os anos, a especialista traz um overview do branding e de como ele esteve presente em todas as eras do marketing — às vezes empoeirado na prateleira, às vezes no foco.
Mas outra coisa que entrou em foco neste ano foi a IA. As pessoas estão interagindo cada vez mais com a tecnologia e usando essas ferramentas para escolher o que comprar: a pergunta não é mais “qual a melhor opção?”, mas “qual a melhor opção para mim?”.
Marcas sempre foram capazes de influenciar, isso não muda nesse novo cenário.
Segundo Beatriz, o papel do branding aqui é criar lugares de identificação e pertencimento entre o real e o virtual. Para Beatriz, o verdadeiro poder das marcas é a possibilidade.
E já que estamos falando de tendências, não tinha como não trazer a palestra de Priscilla Seripieri, da WGSN Mindset, com as previsões para o marketing em 2026, além da tecnologia mais comentada do momento.
Segundo a executiva, 2026 será um ano de redirecionamento, com um grande movimento de polarizações e dualidades, inclusive nas tendências atuais.
De fato, a IA é o foco: até 96% do conteúdo digital será gerado por IA no futuro. Mas, ao invés de conectar, esse movimento tem gerado uma saturação nos consumidores.
Com tanto excesso de informações e estímulos, Priscilla convidou o público a pensar em um marketing plural e multigeracional, com experiências e jornadas que ativem conceitos não tão comuns hoje. Algumas dicas e tendências são:

E é claro que não poderia faltar nesse Bizi os conteúdos mais importantes do nosso line up de evento: as palestras da Layer Up.
Olha, não é por nada não, mas dessa vez, nossos layers lotaram plateias, apresentaram dados impressionantes, emocionaram e geraram conversas muito além do nosso estande. Fique aqui com um resumo de cada uma para conferir, relembrar e te auxiliar nas suas estratégias.
A primeira palestra foi um conteúdo cheio de dados (literalmente) e muitos insights preciosos de Eric Porto, CSO e sócio da Layer Up.
Segundo Eric, o atual problema das empresas não é a falta de dados, mas a falta de compreensão sobre eles. Não é porque são dados que se trata de uma ciência exata — se não, todo mundo performaria. Analisar os dados é reduzir o acaso, mas ainda saber que ele imprevistos podem acontecer.
Na palestra, Eric deixou um ciclo com 5 passos para uma boa análise:
1. Sinal: escolher as métricas que importam, de acordo com o objetivo do negócio, e como classificá-las.
2. Padrões: sem dimensão, todo número vira opinião, e não é isso que queremos quando estamos analisando dados. Com a análise evolutiva nos padrões é possível enxergar as tendências.
3. Tendência: agora, sim, começa a construção de discurso para uma provável direção e contexto.
4. Hipóteses: é aqui que você quer chegar, mas não é o fim. Segundo Eric, o objetivo da análise é definir hipóteses, a partir de argumentos lógicos. Portanto, “se você realiza análises e tira conclusões, você está errado”.
Para o nosso CSO, a análise não é o momento de ser correto, mas hipotético. É nas margens de erro que continuamos caminhando e evoluindo.
5. Cenários: é aqui que olhamos para o provável, e o que pode ser possível. A partir daí, testamos, validamos, vamos para a próxima hipótese e assim por diante.
Um título assim só poderia gerar um conteúdo igualmente impactante. E a palestra de Samira Cardoso, nossa CEO e cofundadora da Layer Up, foi isso mesmo.
Antes que você pense que a executiva é uma hater do funil, calma lá. Samira explicou que esse modelo funcionou por anos e nos trouxe até aqui, conectando o processo da empresa com a mentalidade do cliente. Mas hoje, ele simplesmente não funciona mais. A realidade é:
Segundo nossa CEO, depois da era da interrupção e da era da performance, hoje vivemos a era da presença inteligente, onde é preciso ser relevante e eficiente em todos os pontos de contato.
Nessa nova era, Samira apresentou algo realmente inédito: se o funil não funciona mais, agora o que representa a jornada do consumidor é a constelação.
No novo mapa, ao invés de etapas, temos estrelas que formam centros de gravidade:
Em cada um desses centros, existem KPIs, canais, desafios e desejos específicos. Depois disso, nossa CEO ainda apresentou 6 pilares detalhados, que vão da estratégia à execução para a alta eficiência de marketing.
E, antes que a gente se esqueça de formalizar: sejam bem-vindos à Era da Presença Inteligente.
Por último, mas não menos importante, o Diretor de Marketing da Layer Up, Gabriel Bearzi, apresentou o ponto de equilíbrio entre IA e humanização para setar de vez nossas expectativas e planos para o futuro dessa relação.
Nosso diretor começou com uma provocação interessante: existem lugares que a IA atua, que é impossível a gente alcançar, como prever intenções e padrões de compra, criar em escala e também interagir em escala, graças aos chatbots e agentes.
Então, o que continua sendo nosso?
Segundo ele, “as IAs libertam o tempo para refletir, experimentar, errar e criar de verdade. E tempo era o que mais faltava para o marketing moderno.”
A estratégia é usar esse tempo para gerar o que nenhuma máquina consegue: conexão de verdade com o público.
Alguns dados para trazer a esperança na humanização de volta:
Para Gabriel, o futuro não é IA versus humano; é IA com o humano. Seja libertando tempo para os criativos, auxiliando a entender os dados, ou melhor: dando significado e propósito a eles.
Sabemos que é muita coisa pra absorver, mas a boa notícia é que todas as apresentações utilizadas pelos nossos layers estão disponíveis gratuitamente aqui.
Bom proveito — e de nada!
💡 No painel “Sempre foi sobre pessoas: a verdadeira transformação digital”, conduzido por Pedro Bial, Laércio Consentino (TOTVS) e Bruno Camargo (FAIRFAX) falaram que hoje vivemos um momento sem precedentes na história: o casamento da tecnologia com o propósito.
💡 Ainda nesse tema, no painel “Esse negócio chamado Brasil: repertório cultural como diferencial competitivo”, Potyra de Lavor e Ana Amélia Nunes (IDW) concordaram com Roger Cipó sobre a importância de ter pessoas distintas e de diferentes culturas para trazer visões reais para cada projeto. No fim, quem consegue trazer essa diferenciação vende mais.
✨ Depois dessa maratona de conteúdos, agora você pode dizer que viveu o RD Summit 2025 junto com a gente. Não esqueça de avaliar aqui embaixo e contar o que achou dessa cobertura, tá? Te esperamos na próxima semana, com mais uma curadoria de notícias e insights quentinhos. Até mais!
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