bizi | 29.08.25

A dose certa de estímulos no trabalho, a gente não pode garantir. Mas por falta de notícias e insights quentinhos, ninguém vai sofrer aqui! No Bizi de hoje trouxemos um resumo sobre o primeiro trainee de inteligência artificial do Brasil, oferecido pelo Magalu, a potência do áudio (e do rádio), segundo o Kantar, a nova trend corporativa “rust out” e muito mais. Vem conferir!

Se o gap de IA no mercado é culpa da falta de profissionais qualificados, o Magalu quer resolver esse problema na fonte.
O objetivo é muito claro: o Magalu quer profissionais altamente qualificados, com perfil analítico, técnico e visão estratégica em dados e IA. A ideia é que possam desenvolver soluções inovadoras e projetar a empresa para sua nova fase.
A seleção começa agora, os aprovados serão divulgados até dezembro e já começam a trabalhar no início de 2026, com um salário bem motivador: R$ 9.600 + benefícios.
Durante o programa, todos os trainees terão acompanhamento técnico e de carreira, além de espaço para criar seus próprios projetos, com possibilidade de validação e implementação das melhores ideias.
Para o CEO do Magalu, Frederico Trajano, essa não é exatamente uma novidade para a empresa, mas uma continuidade de suas ações.
Vale lembrar que o Magalu foi um dos primeiros a entrar na onda da avatarização, com a Lu do Magalu, que já se tornou um case de sucesso mundial.
Qualquer profissional formado em exatas entre 2022 e 2025 pode se inscrever no programa. Para isso, é só mandar um “oi” para a Lu do Magalu, pelo WhatsApp (11) 97827-4804.
Renner e Eletromidia apresentaram um provador virtual físico. Localizados em Porto Alegre (shopping Iguatemi), Rio de Janeiro (Rio Sul) e São Paulo (Pátio Paulista e Estação Palmeiras Barra Funda), os novos provadores permitem experimentar qualquer peça de roupa do catálogo com a ajuda da inteligência artificial.
A IA está desmascarando nosso trabalho inútil. Um relatório do MIT mostrou que, apesar das ferramentas de IA aumentarem a produtividade individual, isso raramente se reflete nos lucros das empresas. Onde está o problema, então? De acordo com a Fast Company, “a resposta incômoda é que a IA está revelando o óbvio: muito do trabalho que fazemos nunca precisou existir”.
A tecnologia exige novas habilidades dos profissionais. Segundo a pesquisa “AI Jobs Barometer”, da PwC, “no Brasil, os empregos expostos à tecnologia em atividades de suporte e automação de tarefas humanas ultrapassam 600% e 400%, respectivamente” (Meio & Mensagem).
Profissional, descontraída ou solidária. A nova função de IA do WhatsApp agora pode ajustar o tom de comunicação para esses 3 modos — bastante parecido com uma certa atualização recente de outra ferramenta. Por enquanto, a novidade só está disponível em língua inglesa, mas a Meta pretende expandir para mais regiões ainda este ano.

“Mais do que som, o áudio é conexão, presença e emoção”. É assim que o Kantar inaugurou seu mais novo estudo, o Data Stories #48: Inside Audio.
De acordo com a consultoria, o áudio é um formato em movimento, presente em quase todos os pontos da rotina. Agora mesmo, a redação está ouvindo uma música enquanto escreve esse Bizi. Você também tem esse hábito?
E com a ascensão dos podcasts, streamings e rádios digitais, esse formato definitivamente não morreu; ele se reinventou. Até hoje, o áudio apresenta um bom crescimento, tanto entre o público, como nas estratégias de mídia.
Mas talvez o mais surpreendente seja o foco do material em um formato específico dentro de todo esse áudio: o rádio.
Contrariando todas as crenças de que esse é um modelo superado, o Inside Audio mostrou que o rádio tem 79% de alcance nas regiões metropolitanas do Brasil, com uma média diária de consumo de 3h47min.
Confira os dados mais impactantes desse formato:

Para os brasileiros, o áudio online oferece muito mais do que som: ele entrega conveniência, curadoria e conexão.
De acordo com o estudo, entre as características mais marcantes da publicidade em áudio estão:
E você, também é fã do formato? Já está explorando esse potencial nas suas estratégias?

Vamos de mais uma trend corporativa?
Não que a gente goste de compartilhar sentimentos ruins ligados ao trabalho, mas o esgotamento em decorrência das nossas profissões está se tornando tão comum, que essa é quase uma editoria independente aqui no Bizi.
O termo da vez é o “rust out”, que em tradução significa enferrujado. Segundo a BBC, o novo movimento corporativo parece em nome, mas é o oposto do burnout: ele representa um esgotamento pelo excesso de tarefas repetitivas e monótonas e pela estagnação profissional contínua.
Sim, parece que alguma coisa mexeu tanto com a gente, que não conseguimos mais encontrar um equilíbrio. Se por um lado o trabalho adoece quando ele é demais, há muita cobrança e pouco espaço para descanso, o outro extremo também não traz resultados positivos.
Quem já desempenhou uma função assim, sabe: a gente até reclama quando tem coisas demais para fazer, mas não ter nada desafiador, que provoque nossa imaginação e alimente nossa criatividade também desgasta.
Em uma pesquisa com professores universitários que formam outros professores, a BBC descobriu que a maioria deles enxerga a profissão como uma vocação, se orgulham da carreira e não estão se afastando do trabalho. No entanto…
De acordo com o portal, é comum que as pessoas que sofrem com o rust out não falem sobre ele — porque, claro, é mais fácil evitar mais desgaste.
Então, esse comportamento, que pode soar como estabilidade para as empresas no curto-prazo, pode se tornar um grande problema no longo-prazo, também conhecido como turnover, clima organizacional negativo e redução da inovação. Por isso, eles recomendam que o rust out também entre na agenda de saúde mental das empresas.
Trazendo o tema para a nossa realidade, segundo a Revista Trip (de quem emprestamos a referência do título), “a questão soa quase como privilégio no país”, onde ainda estamos insistindo em pautas muito mais básicas que “não ter empolgação para trabalhar”. Mesmo assim, o rust out merece a atenção dos empregadores.
E então, o que acha desse assunto?
Se identificou com esse sentimento? Considere conversar com sua equipe e, se você for a pessoa acima de alguma equipe, considere olhar para esse tema com mais atenção.
✨ Depois dessa última rodada de insights da semana, pode declarar as demandas encerradas e sextar com calma. Nos vemos na próxima edição!
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