bizi | 16.05.25

Voltamos para a sua caixa de entrada com mais um Bizi. Sabe como é, né? Alguém fez uma mudança de marca duvidosa, outros estão consolidando sua posição e valor no mercado… é nossa missão fazer um resuminho de tudo isso para você. Nesta edição, você confere a volta do HBO para o Max (ou quase isso), as marcas mais valiosas do mundo, a chegada do Keeta no cenário do delivery brasileiro e muito mais. Vem ver!

Ele chegou no BR com um nome e consolidou sua marca. Lançou um streaming e trocou de nome. Mas, nessa semana, ele mudou de novo. Quer dizer, voltou atrás.
Não, essa não é uma série ficcional cheia de plot twists, mas a história real do Max, que agora vai ser HBO Max, de novo.
Em uma jogada estratégica (e um tanto confusa), o streaming vai voltar com seu nome original — que, na visão de alguns, nunca precisaria ter mudado.
Na época, em 2023, a mudança aconteceu como uma tentativa de integrar os conteúdos do Discovery+, um segundo streaming dos canais Discovery, que inclui programas da grade do Discovery Home & Health, TLC, Animal Planet, etc.
(Inclusive, quando The Last Of Us estreou no streaming e falamos sobre ele aqui no Bizi, ainda era HBO Max).
Hoje (na verdade, a partir de junho de 2025, quando o streaming voltará oficialmente a ser HBO Max), a decisão veio por dois motivos: fortalecer a marca e dar ao público o que ele realmente quer.
Na análise da Fast Company, a marca percebeu que os consumidores estavam focando no que realmente diferencia o serviço da concorrência: produções originais da HBO e conteúdo premium.
Ainda de acordo com o presidente e CEO do streaming, JB Perrette, eles continuarão a se concentrar no que os torna únicos.
Em um cenário super concorrido para os streamings, isso faz todo o sentido. Mas a sensação de quem tomou uma decisão errada e se arrependeu depois também está lá.
O interessante é que a própria marca sabe disse e fez um e-mail muito especial para seus assinantes. Começando pelo título: “Voltamos a ser HBO Max. Sabe como é.” — por isso a referência no início da news — seguido por um recado direto e divertido e uma sequência de memes.
É como se eles dissessem: essa foi uma decisão estratégica, mas sabemos que o público vai transformar em piada. Então, deixa a gente fazer isso primeiro.

(Um dos vários memes do HBO Max no e-mail de anúncio)
Segundo a Fast Company, enquanto os outros streamings estão na corrida pela quantidade no catálogo, o HBO Max vai se concentrar na qualidade. E aqui, eles estão falando especificamente de séries aclamadas como “Succession”, “Game of Thrones” e “The White Lotus”.
Se julgarmos pelos memes, eles estão no caminho!
O que achou da decisão?

Se na última edição trouxemos um ranking com as marcas mais recomendadas pelos brasileiros, hoje é dia de falar das marcas mais valiosas do mundo, segundo o ranking da Kantar. Uma época bem produtiva para os rankings de marcas, afinal.
O Kantar BrandZ Most Valuable Global Brands 2025 traz novamente uma lista com as 100 marcas que se destacam por seu valor. A fórmula para chegar nesse resultado tem 3 componentes:
Dito isso, confira uma amostrinha bizi do ranking deste ano:

O Kantar BrandZ Most Valuable Global Brands completou 20 anos de medições este ano, que acompanharam transformações, crises e grandes mudanças no cenário das marcas.
Embora o foco sejam as marcas mais valiosas do mundo, o Kantar BrandZ Global 2025 poderia facilmente se chamar “bem-vindo ao hall das gigantes, ChatGPT”, pois é basicamente a chegada da ferramenta de IA que todos estão comentando.
De fato, isso é um marco na história, não só do Kantar, mas do marketing e da evolução das marcas. Vale lembrar que o ChatGPT é super recente, não tem ¼ da idade do próprio ranking.
Mas, se você acompanha o Bizi, sabe como a ascensão do chat tem sido meteórica até agora e, a partir dessa estreia, só tende a aumentar. Segundo as projeções, o ChatGPT pode se tornar maior que a própria OpenAI.
Para ver o ChatGPT (e as outras 84 marcas que não citamos aqui) no ranking, você pode conferir esse vídeo, com todas as 100 marcas e seus valores, ou baixar gratuitamente o relatório da Kantar, com 237 páginas super completas e cheias de insights, nesse link.
Por falar em high value, confira aqui os 10 atletas mais bem pagos do mundo, pela Lista Forbes 2025 — e pode ver com tranquilidade, não tem nenhum jogador da seleção brasileira para fazer você duvidar da sua torcida.
Segundo monitoramento do Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário (Cenp), com o apoio da Kantar Ibope Media, as agências de publicidade do Brasil foram responsáveis por R$ 64,7 bilhões dos investimentos de mídia em 2024.

Foi-se o tempo em que você ligava em uma pizzaria e às vezes falava com o próprio dono para encomendar seu jantar de sábado à noite. Se você mora em uma cidade grande (ou até em algumas cidades do interior), sabe que os apps de delivery agora são parte da rotina dos brasileiros.
Isso não vai mudar tão cedo, mas quem domina esse cenário, talvez, mude.
O Keeta, app de delivery chinês com presença em Hong Kong e em algumas cidades da Arábia Saudita, deve desembarcar no Brasil em breve, vindo diretamente de um acordo bilionário entre Brasil e China.
A empresa Meituan, dona do Keeta, que também aparece no ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo, anunciou um investimento de R$ 5 bilhões no Brasil, nos próximos 5 anos.
De acordo com a companhia, o novo app pode gerar 100 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos, incluindo uma central de atendimento, que deve ficar na região Nordeste.
E, por falar em altos investimentos, a DiDi’s International Business Group, holding também chinesa proprietária da 99, também comunicou um investimento de mais de R$ 1 bilhão para retomar o 99Food por aqui.
Para quem não sabe, esse braço de delivery já esteve ativo entre 2019 e 2023, mas foi descontinuado para concentrar os esforços da holding nas entregas e transportes por motos. Mas, com a concorrência aumentando, a jogada da 99 é estratégica para garantir sua fatia de mercado — a que já existe e a que eles pretendem conquistar.
De acordo com Bruno Rossini, diretor de comunicação da 99, a estratégia agora será oferecer uma experiência mais acessível, tanto para os restaurantes quanto para os consumidores.
Assim, o 99Food vai focar especialmente nos pequenos e médios negócios, oferecendo inclusive uma opção de full service, onde a plataforma cuida de todo o processo. Aliás, a plataforma de autoatendimento para cadastro de restaurantes já está disponível no app.
Por fim, no melhor estilo “unidos venceremos”, nesta semana, o iFood anunciou uma parceria com a Uber, exclusiva para o Brasil.
Dois apps, duas novas abas:
Segundo a Bloomberg Línea, “não há desembolso nem compra de participação nas empresas”. Após meses de negociação e o anúncio oficial, a integração deve acontecer ainda este ano, no segundo semestre.
Por fim, vale ressaltar que, de acordo com o Euromonitor Internacional, o iFood possui cerca de 70% de market share quando se trata de delivery no Brasil. Por mais novidades e investimentos que se surjam no país, ainda será um grande desafio vencer essa corrida.
Os próximos capítulos (e pedidos) ficam por conta dos próximos meses. Por aqui, vamos continuar de olho nessas movimentações para te trazer todos os insights.
Desde o dia 8 de maio, o TikTok Shop já é uma realidade no nosso país. A proposta da plataforma é ousada e comprovadamente eficaz: unir compras com entretenimento. Nessa análise do Meio & Mensagem, você confere porque ela pode revolucionar o consumo.
💲 Aba de delivery, marcas valiosas e memes com curadoria; uma ótima seleção para começar o fim de semana. O mercado está cheio de atualizações e a gente também! Na próxima semana voltamos com mais Bizi.
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