bizi | 14.10.25

No Bizi de hoje, vamos nos despedir em grande estilo: seja dos antigos recordes, dos celulares inteligentes ou de posicionamentos de marca com mais de 50 anos. Nesta edição, confira o novo recorde da OpenAI, um review das campanhas da semana, adoção de IA em empresas brasileiras, o crescimento dos dumber phones e muito mais, além de um recadinho especial da redação.
Antes de iniciarmos essa edição, um recado muito importante: seja para você que vem aqui há bastante tempo, ou para os leitores que chegaram agora, essa é a nossa última edição de terça-feira. Mas, calma, essa é uma mudança positiva!
O Bizi é uma newsletter com dois objetivos principais: informar quem não tem tempo a perder e agilizar o dia de quem tem uma rotina corrida. Por isso, entre as atualizações constantes que fazemos para a melhoria da nossa curadoria preferida, resolvemos mudar o disparo para manter essa premissa (e cumprir ainda mais essa promessa de dedinho que fizemos lá em 2022).
Então, a partir de agora, você receberá o Bizi na sua caixa de entrada, todas as sextas-feiras, às 12h — com mais notícias, mais resumos e insights mais estratégicos, e talvez até mais tempo de leitura, mas ainda no timing certo para te atualizar sobre todos os assuntos da semana e já ir criando aquele clima favorável para o sextou.
A redação manda avisar que caprichamos muito nesta edição (a quem interessar, a 271ª edição) para nos despedir desse dia do jeitinho que gostamos: com muitos insights quentinhos. 💝

No início deste mês, a OpenAI adicionou mais um recorde à sua coleção: com um valor de mercado avaliado em US$ 500 bilhões, a empresa se tornou a maior startup do mundo!
Até setembro, a OpenAI era avaliada em US$ 300 bilhões e esse título pertencia à SpaceX, de Elon Musk. Segundo a Reuters, esse salto foi graças a um movimento bastante simples: funcionários atuais e antigos venderem US$ 6,6 bilhões em ações.
Mas essa não foi a única conquista dos últimos meses para a big tech (agora bigger than never). Recentemente, o ChatGPT atingiu 800 milhões de usuários ativos por semana!
O crescimento é expressivo não só em números, mas em aplicação:
A empresa divulgou esses números durante o Dev Day, ao lado de outros anúncios importantes, como a nova fase de geração de aplicativos interativos, adaptáveis e personalizados.
É o caso dos chamados agentes autônomos, capazes de entender o usuário e executar tarefas sozinho. Isso inclui navegar em sites, fazer escolhas, “clicar” em botões e gerar respostas personalizadas com conteúdos multimídia — e alterar tudo isso em tempo real, conforme encontra novas informações. A Fast Company deu mais detalhes aqui.
🦾 O Sora 2, aplicativo da OpenAI que transforma textos em vídeo (e que já falamos um pouco aqui) chegou na Google Play Store — mas só para ser visto, não baixado. O app apareceu com a opção dos usuários dos EUA e Canadá fazerem um pré-registro, mas ainda sem data de lançamento confirmada para o Android. Vale lembrar que, quando esteve disponível exclusivamente no iOS, o Sora foi baixado mais de 1 milhão de vezes!
🦾 É tudo lindo e impressionante no mundo da IA, mas também pode acabar sendo restrito e excludente, como já aconteceu com várias outras inovações. Neste artigo, a Fast Company traz a visão de especialistas que alertam para o perigo de investimentos cruzados que só fortalecem as mesmas empresas e pessoas dentro desse setor.
🦾 Para o ministro de IA, economia digital e aplicações de trabalho remoto dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Omar Sultan Al Olama, a inteligência artificial não deve ser só sobre ganho econômico, mas sobre qualidade de vida: “Como você implementa essa tecnologia para melhorar a vida de cada pessoa que vem para este país?”. Segundo o ministro, a IA é um instrumento de bem-estar social no país, integrando inovação e políticas públicas.

💄 Só para quem tem o molho. O iFood se uniu à Maybelline New York para lançarem uma edição limitada da linha de batons Vinyl Ink, a Vinyl Sauce, inspirada em 6 molhos icônicos: Salsa, Sriracha, Caramel, Sweet n Sour, Pomodoro e Barbecue. Os produtos serão adquiridos e entregues pelo iFood em cidades selecionadas.
🐶 Adote um caramelo (ou qualquer outro doguinho). Uma das formas de promoção escolhidas pela Netflix para o novo título “Caramelo”, foi transformar pôsteres de outras produções em cartazes de adoção, em parceria com o Instituto Caramelo. O site do filme ainda conta com 12 ONGs, com atuação em 15 estados brasileiros, para conectar os espectadores com seus novos protagonistas.
🥗 Com o fim do ano chegando, a Hellmann’s quer paz na mesa. Com o conceito “paz no potinho” a marca quer transformar os momentos à mesa em momentos de união. A ideia veio após identificar em social listening que a mesa é um lugar onde acontecem tretas, mas também resoluções.
🧻 Autocuidado e bem-estar em um só rolinho. A Neve passou pela maior transformação em mais de 50 anos de história, posicionando a marca em territórios ligados a bem-estar e lifestyle. O Clube de Criação chamou de “maior rebranding da história”, mas vale dizer que o logo continua igual, assim como o famoso Alfredo.

Os executivos estão de olho, o mercado só fala disso e todo mundo já sabe (pelo menos, todo mundo que acompanha o Bizi) que a inteligência artificial é prioridade. Mas, será que também é realidade prática no Brasil?
Um novo estudo do IBM Institute for Business Value (IBV) mostrou que apenas 15% dos CMOs afirmam que a empresa já adota a IA em todos os setores.
Não é que eles não reconheçam o potencial da tecnologia ou até mesmo a importância de serem pioneiras nessa implementação. Mas elas ainda não sabem exatamente o que fazer com isso:85% dos CMOs dizem que suas operações estão “paralisadas”, com estruturas rígidas e fragmentadas e isso dificulta a implementação de soluções de IA.

O estudo ouviu 72 CMOs brasileiros para entender o cenário real da evolução da IA por aqui. Como conclusão, o IBV aponta que as empresas precisam tanto de modernização tecnológica quanto de transformação organizacional.
E por aí, como anda a adoção prática da inteligência artificial?
Segundo a Ipsos, 64% dos brasileiros apoiam a realização da COP30, mas 55% assumem que estão “nada informadas” sobre a conferência.
De acordo com Márcia Cavallari, diretora da Ipsos-Ipec, esses números mostram que, de forma geral, o público entende que o tema é importante e sediar o evento será positivo, mas “o desafio é transformar esse apoio em um engajamento informado e participativo, conectando as discussões da COP30 com o dia a dia das pessoas.” Confira mais insights no site do UOL.

Você já ouviu falar em “dumber phones”, ou nossa forma irônica preferida, “dumber smartphones”?
Como a própria tradução já diz, esses “celulares burros” não são uma novidade, mas um resgate dos aparelhos que só possuem recursos básicos, sem telas e propostas enormes. São opções que têm crescido muito, principalmente por quem busca diminuir o tempo de tela, o que ressoa muito com a Geração Z.
A revista Inc. chamou a tendência de “novo movimento Luddita”.
O dicionário Michaelis define luddita ou luddista como “aquele que é contrário a novos métodos de trabalho ou a novas tecnologias” e é exatamente isso que essas pessoas buscam. Enquanto o mundo evolui drasticamente com a IA, elas querem ir na direção oposta.
Os novos ludditas sabem que não dá para rejeitar toda a tecnologia atualmente, mas eles buscam um meio-termo entre esses dois mundos.
O atual Clube Luddita, uma organização sem fins-lucrativos, busca promover conexões humanas e um consumo de tecnologia mais consciente. Outros grupos são mais focados em remover um só aspecto dessa nova rotina, como as redes sociais, ou até mesmo alertar sobre os riscos da inteligência artificial superinteligente (ASI).
Segundo a Inc., ao invés de afastar, isso abre várias portas aos negócios. Já existem opções de dumber phones no mercado, variando de US$ 99 a US$ 599, mas o maior potencial está no conceito, não nos produtos.
Fato é que os dumber phones conversam diretamente com o renascimento do offline, que já falamos aqui no Bizi, e também é uma das 10 tendências que abordamos nesse e-book, em parceria com a Layer Up.
E aí, o que acha dos dumber phones? Tendência que veio para ficar ou hype passageiro? Você teria um?
🎮 Outros estão mais conectados do que nunca! Um vazamento de dados apontou que a Sony deve lançar o PlayStation 6 em 2027. De acordo com o Canaltech, a proposta é “trazer uma nova era para que os jogadores aproveitarem melhor seus games e tecnologia”.
💬 O WhatsApp lançou uma nova ferramenta de inteligência artificial que pode resumir conversas e transformar a interação de sexta à noite daquele seu grupão com 37 pessoas em alguns tópicos. Por enquanto, a novidade está disponível só para conversas em inglês, mas a Meta já prometeu uma liberação mais ampla nos próximos dias.
👋 Chegamos ao fim desta news de terça-feira — literalmente. Mas nem vai dar tempo de sentir falta: na sexta-feira voltamos com mais insights e um formato ainda mais completinho pra você. Até lá!
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