bizi | 23.09.25

Se te perguntarem o que você consumiu ao longo dos últimos dias, talvez você até saiba responder. Mas se te perguntarem o que as pessoas vão consumir no futuro, esse Bizi é o que você deveria consultar. Nesta edição, trouxemos insights sobre o estudo The Future Shopper 2025, da VML, abertura de empresas e burocracia no Brasil, parceria entre Netflix e AB InBev e muito mais. Vem conferir!

A pesquisa pode se referir ao futuro do consumo, mas as tendências já dominam o presente.
Na 9ª edição do “The Future Shopper”, feito pela VML, o digital ganhou destaque. Analisando o comportamento de compra de 25 mil consumidores, em 16 países, a VML determinou um ponto em comum: vivemos um cenário de transformação acelerada.
E o Brasil é um dos que mais representa isso: segundo o estudo, mais da metade dos brasileiros já gasta mais no online do que em lojas físicas.
Cada vez mais, os consumidores querem experiências rápidas, personalizadas e confiáveis.
Entre os principais insights do The Future Shopper 2025 sobre o perfil de consumo dos brasileiros estão:
Somos o segundo país que gasta mais em compras online do que em lojas físicas. São 58% dos brasileiros e, de acordo com a pesquisa, esse número pode chegar a 65% nos próximos cinco anos.
57% dos consumidores esperam receber suas compras em até 24 horas. Quando se trata de medicamentos e bebidas alcoólicas, esse prazo é ainda mais curto: entre 15 minutos e 1 hora.
Para 55% dos brasileiros, o frete grátis é o principal fator de fidelização, inclusive mais do que qualidade do produto e velocidade.
55% dos brasileiros confirmam que os influenciadores têm impacto em suas decisões de compra. Para 18% deles, esses criadores influenciam mais do que familiares e amigos.
Não por acaso, 67% já fizeram compras pelas redes sociais (o Instagram está à frente, com 38%, mas o TikTok é a plataforma que mais cresce). Além disso, 65% apontam o mobile como canal preferido.
88% dos consumidores consideram o país de origem do produto na hora de decidir pela compra. Outras preocupações são:
Para 84% dos entrevistados, a IA já faz parte do dia a dia, seja na hora de traduzir, trabalhar ou criar de imagens. 64% esperam que a IA possa ajudar a encontrar os melhores preços e produtos.
Já estava por dentro dessas tendências?
Se quiser conferir mais sobre o estudo, a versão com os insights de todos os países (e em inglês) está disponível no site da VML.

Você sabia que, apesar de reclamarmos dos processos morosos no Brasil, nosso país ainda tem um dos cenários mais positivos para a abertura de empresas?
Segundo o Índice da Burocracia, o Brasil tem o menor tempo e um dos menores custos para abrir uma empresa, considerando os procedimentos operacionais.
O estudo é conduzido pelo Adam Smith Center for Economic Freedom da Florida International University e, nesta edição, contou com 21 países: 16 da América Latina, 2 do Caribe e 3 da Europa.
Confira alguns dos pontos altos do Brasil:

O estudo traz ainda uma análise da burocracia depois da abertura e quanto os países são comprometidos por esse processo.
Se o custo estimado é US$ 4.000 para a abertura, o custo para manter a operação é de US$ 5.800 por ano.
Traduzindo isso em tempo, o cenário também não é dos mais positivos: a média fica em 1.577 horas só para lidar com tarefas burocráticas do dia a dia.
De acordo com os dados, 128 dias úteis do ano são destinados à gestão de emprego, e 202 dias úteis são para lidar com tributos.
Para o diretor fundador do relatório, Carlos Días-Rosillo, não é sobre atacar a existência da burocracia, mas alertar para seus excessos, que acabam sendo um fardo às empresas.
Afinal, pode até ser fácil abrir uma empresa, mas o estudo deixa claro que o verdadeiro desafio é mantê-la funcionando.
O Mercado Livre lançou o Mercado Livre Negócios, com foco no público B2B. Segundo a vice-presidente de marketplace no Mercado Livre, Roberta Donato, eles já fazem isso, mas agora vão atender essa demanda com “uma solução segura, simples e eficiente, que permite às empresas comprarem melhor e com descontos de até 50%” (Forbes).
O que os consumidores esperam das marcas? Segundo o estudo Gad Insights, a resposta é um resgate às origens. Ao invés da hiperexposição dos últimos anos, conforme avançam para o futuro, as marcas precisam comunicar o que realmente as diferencia: suas origens e histórias.

A Netflix anunciou uma parceria inédita com a AB InBev. O objetivo é criar novas experiências culturais em diferentes mercados, com foco no público adulto, é claro.
O acordo é global e envolve todo o portfólio de marcas da Anheuser-Busch InBev. Mas dessa vez, vai muito além de anúncios nas pausas do streaming ou produtos para consumir enquanto maratona uma série.
As campanhas contarão com ativações, embalagens especiais, promoções e ações em grandes eventos (coisas que a AB InBev já investe), mas também a integração das marcas nas produções originais Netflix. Alguns títulos já divulgados são The Gentlemen (Reino Unido), Brasil 70 — A Saga do Tri (Brasil) e Culinary Class Wars (Coreia do Sul).
A escolha da Netflix não foi nenhuma coincidência. Em comunicado oficial, a AB InBev disse que quer usar essa parceria para aproximar pessoas por meio de paixões globais como esportes, gastronomia, música e comédia. Como a própria Netflix declarou, os títulos em seu catálogo permitem “entrar no zeitgeist cultural como poucas marcas conseguem” (Marian Lee, diretora de marketing da Netflix).
E o momento não poderia ser mais propício. A AB InBev vem enfrentando uma verdadeira ressaca que fez o volume de vendas cair 2% no primeiro semestre deste ano, em relação a 2024. Impulsionado por um forte movimento de redução do consumo de álcool, principalmente nas gerações mais jovens, a empresa também pretende ampliar seu portfólio de bebidas com baixo ou zero teor de álcool.
Segundo a Exame, enquanto as vendas gerais caíram, produtos como Budweiser Zero e Corona Zero puxaram um salto de 33% nas receitas do segmento no segundo trimestre de 2025.
O que acha dessa parceria? Por aqui, pelo bem do entretenimento, a gente espera sinceramente que essas inserções de marca sejam feitas com muito cuidado e coerência.
A empresa de sorvetes Magnum vai usar a IA da NotCo, empresa de alimentos sem origem animal, para aprimorar seu portfólio e desenvolver novos produtos a base de plantas. E ela está muito longe de ser a única: a NotCo já tem parcerias com mais de uma dúzia de empresas de bens de consumo que também querem reformular seus produtos.
👋 Depois desses insights, chegou a hora de dar tchau. Mas com a certeza de uma tendência: voltaremos na próxima sexta-feira com mais notícias quentinhas. Até lá!
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