bizi | 25.03.25
O Bizi de hoje está recheado de insights sobre o digital: da maior varejista de moda até os vídeos longos, vamos explorar como o lado mais tecnológico do comércio tem trazido resultados cada vez mais reais e concretos nos negócios — o tipo de ironia que todo mundo ama. Vem conferir!
Antes de começar a news de hoje, propriamente escrita, queremos te contar uma novidade incrível: o Bizi estará no Web Summit Rio 2025, fazendo a cobertura desse, que é um dos maiores eventos tech do mundo!
Não só estaremos por lá, como temos o selo de media, o que nos dá acesso a espaços e insights exclusivos para compartilhar com você.
Por isso, próximo aos dias do evento, pode esperar nossa clássica pauta INSIDE por aqui e uma cobertura especial no nosso perfil do Instagram durante os dias 27 a 30 de abril.
E, claro, se quiser encontrar a redação presencialmente, ainda dá tempo de garantir o seu ingresso no site do Web Summit Rio.
Se você está na internet é muito difícil que você nunca tenha ouvido falar dele ou até mesmo tenha sido capturado por alguma estratégia partindo dele, o marketing digital.
Em essência, o marketing digital não é diferente do marketing tradicional; ele é apenas a adaptação dessa disciplina ao mundo digital.
Mas, desde 2020, quando todas as empresas foram praticamente obrigadas a se adaptar para sobreviver em um contexto de pandemia e lockdown, ele tem ganhado cada vez mais contornos e, claro, prioridade nos investimentos.
Isso reflete tanto uma queda, quanto uma comprovação de que o setor é importante: no ano passado, 84% das empresas disseram que iriam manter ou aumentar seus investimentos em marketing digital. Mas, mesmo com os 10% que redirecionaram suas prioridades, a área continua no topo.
A divisão do budget para as 151 empresas ouvidas ficou assim:
No marketing digital, os principais focos do investimento das empresas são:
Analisando o recorte por setores, as porcentagens ficaram assim:
A pesquisa descobriu ainda que, surpreendendo um total de 0 leitores do Bizi, a inteligência artificial é uma das principais tendências para as empresas, com 3 em cada 4 apostando na IA para automação, personalização e eficiência das campanhas — um crescimento de 11 pontos percentuais em relação a 2024.
De acordo com Edmar Bulla, fundador do Grupo Croma e idealizador do estudo, isso aponta que as empresas estão apostando cada vez mais no equilíbrio entre estratégias.
E por aí, os investimentos vão seguir por este caminho também?
Um levantamento da Tendências Consultoria mostrou que o OOH se tornou o terceiro maior destino da verba publicitária no Brasil, com 10,8% dos investimentos e movimentando R$ 5,5 bilhões no mercado.
Zara, Gucci, Louis Vuitton… Nada disso. A marca que mais cresceu em 2024 foi a Shein, varejista que vem conquistando consumidores fieis por todo mundo.
Não, não é exclusivo dos brasileiros. O levantamento da GlobalData, empresa líder em dados e análises, aponta que a gigante chinesa conseguiu crescer 0,24% em relação ao ano anterior, chegando a 1,53% de participação no mercado global de vestuário.
O top 10 do GlobalData, com a porcentagem de participação seguida da taxa de crescimento, ficou assim:
A Shein já passou por algumas crises de imagem, relacionadas às suas práticas trabalhistas (que jamais passariam ilesas pela CLT, por exemplo) e até a questões ambientais.
Mas, em tempos de crise econômica, o e-commerce ainda desponta por oferecer uma versão bem mais acessível de absolutamente todas as peças de roupa que existem.
Em um ano desafiador para a economia, os consumidores se tornaram mais seletivos sobre onde gastar com roupas. A busca por custo-benefício e estilo confiável beneficiou as grandes marcas — especialmente aquelas que conseguiram responder com agilidade às tendências.
— Exame
O Brasil é um ótimo exemplo. Nem a taxação das blusinhas foi capaz de frear o avanço da marca no país.
Além dessa relação custo-benefício-tendências, a própria GlobalData ressaltou que as marcas que performaram melhor no ranking foram aquelas que conseguiram oferecer “valor superior pelo dinheiro e estilo”.
A plataforma aponta que a ascensão meteórica da Shein foi tão expressiva que desbancou não somente as marcas de alto ticket, mas até mesmo concorrentes com a mesma proposta fast-fashion.
Um ponto interessante do levantamento é que esse avanço da Shein pode ter sido impulsionado por uma aparente crise no mercado de luxo.
A primeira coisa a se entender é que esse nicho sempre existiu e sempre vai existir. Tanto é que, segundo a GlobalData, marcas com consumidores “ultra-ricos” e menos vulneráveis a variações na economia, permaneceram resilientes e com bons índices, como é o caso da Hermés e Chanel.
No entanto, “compradores ambiciosos, que tendem a confiar em suas economias para pagar símbolos de status, foram muito mais atingidos”, como é o caso da Gucci, classificada pela plataforma como uma “marca de luxo mais acessível”.
Especificamente no caso da Gucci, essa queda também pode estar relacionada ao posicionamento — ou à falta dele. Segundo a plataforma de insights, as criações mais recentes tinham “um estilo mais discreto” e, por isso, não geraram o buzz que a marca precisava. O resultado? O diretor criativo Sabato De Sarno acabou de deixar o cargo. É, parece que a casa caiu.
De uma forma ou de outra, isso só confirma uma verdade sobre o mercado: até mesmo as marcas mais consolidadas podem enfrentar quedas, ao mesmo tempo em que todas as marcas podem ascender, mesmo fora do padrão habitual.
Para o futuro, a tendência é que o comportamento de consumo continue mudando — e nós acompanharemos cada passo por aqui.
Sempre falamos aqui das vantagens de ter influencers e creators como parceiros estratégicos. Mas e quando isso dá errado?
Um estudo da BrandLovers relevou o outro lado dessa moeda digital: “marcas desperdiçam até dois terços dos seus orçamentos ao investir em creators sem o suporte de tecnologia e dados”. E olha que essa porcentagem não é pouca coisa.
Mas isso não significa que a culpa seja os creators, muito menos que eles sejam dispensáveis. De acordo com Rapha Avellar, CEO da BrandLovers, isso acontece especificamente por causa das marcas. Muitas ainda escolhem os criadores de conteúdo por sua popularidade ou outras percepções subjetivas, sem analisar os dados com profundidade.
Vem entender mais insights importantes sobre a pesquisa:
A pesquisa foi realizada com dados de campanhas com os mais de 220 mil nanoinfluenciadores, microinfluenciadores e macroinfluenciadores da BrandLovers.
Tomara que esses dados negativos sejam um incentivo para que as empresas coloquem mais dados nessa decisão.
Segundo a Influency.me, o Brasil ganhou 800 mil novos influencers nos últimos 12 meses. É influenciador para todos os gostos e públicos!
Para finalizar essa news digital, um destaque surpreendente desse meio: de acordo com pesquisa do Buffer, os vídeos longos estão ganhando a atenção dos usuários no TikTok.
Essa é, definitivamente, a volta da cultura dos anos 2000 pelas novas gerações, rs.
Mas, antes que você se anime com aquele conteúdo digno de intervalos comerciais, não é tão longo assim. Vale lembrar que a plataforma ainda tem uma limitação de tempo, que agora vai até até 60 minutos, após testes recentes. Assim, o portal Social Media Today chamou esses conteúdos de “vídeos curtos mais longos”.
“Não estamos falando sobre a volta dos formatos de conteúdo longos com 5 minutos ou mais, Mas o que está aparentemente acontecendo, com base nos anúncios de cada aplicativo, é que os consumidores agora estão mais dispostos a se envolver com vídeos de 3 minutos de duração, em contraste com conteúdos de 30 segundos.”
— Social Media Today
Seja como for, os dados chamam a atenção para esse comeback dos vídeos longos no TikTok:
Para o Buffer, existem alguns fatores que podem explicar isso:
1) O algoritmo do TikTok poderia estar priorizando a entrega desses conteúdos, já que o objetivo da plataforma é fazer com que os usuários passem cada vez mais tempo por lá.
2) A falta de concorrência com outros vídeos longos, afinal, como você viu, a maioria ainda faz vídeos curtos — e isso também tem seus motivos; um deles é a facilidade de roteirizar, produzir e editar.
3) Esses conteúdos são realmente bons do ponto de vista do próprio público e isso faz com que eles se engajem mais com os vídeos longos.
“Isso desafia a crença comum de que os usuários do TikTok têm a atenção de um peixinho dourado. Quando recebem conteúdo que vale a pena assistir, eles investem tempo.”
— Buffer
Segundo a Buffer, vídeos mais longos exigem “uma narrativa mais forte, mais entrega de valor ou um formato que naturalmente sustente o engajamento (como storytimes, tutoriais ou processos de várias etapas)”, o que, consequentemente, também demanda mais tempo.
Porém, se esse é um recurso que você não tem, a pesquisa apontou que os vídeos de 30-60 segundos são um ótimo equilíbrio entre alcance e engajamento.
Se lembrarmos bem, por muito tempo, eles foram considerados os vídeos mais longos da plataforma — o TikTok começou exclusivamente com vídeos de 15 segundos.
Esses conteúdos, que correspondem a um terço de todo o TikTok (33,7%), contam com 6,9 segundos de tempo médio de exibição e 302 de alcance médio, sobre os vídeos mais curtos.
“O engajamento no TikTok varia muito e depende do algoritmo para viralidade. Então, embora seja verdade que vídeos mais longos têm mais alcance em média, muitos vídeos curtos ainda se tornam virais e geram muito engajamento.”
— Julian Winterheimer, cientista de dados do Buffer
Sim, a volta dos vídeos longos seja surpreendente no cenário atual. Mas, segundo o cientista, a qualidade do vídeo e o gancho que você escolhe ainda são mais determinantes para o sucesso do que a duração.
E por aí, você prefere vídeos longos ou mais curtos? Conta pra gente!
Quem sabe, mais para frente, a gente também não investe nesse formato? 👀
🫂 Para finalizar essa news (literalmente) digital, fica aqui o nosso abraço virtual e o nosso compromisso marcado para a próxima edição, com mais insights quentinhos. Até lá!
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