bizi | 18.07.25

Desde que o Bizi é Bizi, falamos aqui sobre as novidades, polêmicas e oportunidades da inteligência artificial. Não necessariamente nessa ordem.
E, cada vez mais, percebemos que esse é mais um dos assuntos da atualidade que tendem a extremos: de um lado, empresas que mergulharam de cabeça nas ferramentas de IA e já estão colhendo os resultados; do outro, céticos e resistentes mesmo às melhores promessas da tecnologia. Você já sabe de que lado está?
Para exemplificar, trouxemos dois artigos:
O estudo da Bain & Company mostra vantagens especialmente para quem apostou primeiro e insistiu (ou ainda está insistindo) nos resultados.
De acordo com o material, empresas na vanguarda da tecnologia são 10x mais propensas a considerar a IA e o machine learning como essenciais para o negócio. Além disso, elas também têm mais chances de ter 25 ou mais casos de uso de IA em produção no momento.
A pesquisa ainda listou 4 pilares dos negócios que estão sendo impulsionados a partir da incorporação da IA:
Do outro lado, na entrevista de Arthur Sadoun para a Ad Age, o executivo acredita que a IA não é o único caminho, muito menos que a tecnologia cause a queda da indústria publicitária.
Sadoun reconhece que a IA desacelerou a contratação em algumas áreas e impulsionou outras, mas não espera que isso afete seu grupo. Na matéria, ele relembra que o Publicis passou de 70 mil pessoas em 2017 para 110 mil pessoas agora.
Inclusive, Sadoun pontou dados do Publicis que desmentem o declínio de clientes e investimento em agências. Esse foi um dos motivos do WPP ter cortado sua projeção seu crescimento recentemente, mas o CEO enxerga de forma diferente.
De acordo com ele, os clientes estão investindo em frentes diferentes, como gerenciamento de dados e mídias mais inovadoras — mas, definitivamente, não estão investindo menos. Sadoun relembra que a receita orgânica do Grupo Publicis cresceu 5,9% no segundo trimestre deste ano.
E, então, alguma dessas abordagens faz mais sentido para você?
Por aqui, seguimos observando os dois lados desse caminho que às vezes se cruza e muitas vezes se unifica.
Neste artigo da Exame, o colunista Victor Trujillo sugere um novo conceito para esse momento de mercado: o mind-to-machine. Para ele, ser Top Of Mind Awareness não é mais um diferencial, mas a única forma de existir em meio às máquinas.
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