bizi | 24.06.25

Alerta: essa editoria não tem o propósito de te convencer a não usar inteligência artificial. Mas acreditamos que, tão importante quanto saber os pontos positivos de uma tecnologia ou metodologia, é entender ela por dentro.
Esclarecimentos feitos, escolhemos trazer esse estudo do MIT sobre o efeito do uso de ChatGPT no cérebro humano para mostrar que talvez o preço que você paga por usar a IA indiscriminadamente agora poderá ser cobrado lá na frente.
A pesquisa, com 54 participantes entre 18 e 39 anos, analisou o uso do chat em 3 situações: sozinho, com outras ferramentas e como complemento.
Em todas as situações, os participantes tiveram que escrever textos e os resultados comprovam algo que alguns já suspeitavam:
Participantes demonstraram menor atividade cerebral, menor desempenho e suas redações foram consideradas pouco originais. As expressões e ideias foram consideradas repetitivas — já diriam os travessões e emojis, que já viraram meme no LinkedIn. 🤷♀️
O MIT descobriu que o uso precoce (quando você pede ao chat para fazer algo antes mesmo que você comece) e excessivo pode gerar uma “dívida cognitiva”, ou seja, perda na capacidade de aprendizado e memorização.
No estudo, isso aconteceu especialmente quando esse grupo precisou reescrever um ensaio sem a ajuda da IA. Basicamente, eles não conseguiram se lembrar de uma única frase do que escreveram anteriormente.
Já os outros dois grupos mostraram maior engajamento neural e mais satisfação com suas produções, segundo o Canaltech. Eles usaram o ChatGPT junto com o Google, ou somente para complementar informações após terem escrito o texto sozinhos.
Vale ressaltar que esse é um dos primeiros testes nessa área e, portanto, os resultados são preliminares e não decisivos sobre o uso de IA. Mas também vale ficar de olho na forma como estamos usando a ferramenta, seja o ChatGPT ou qualquer outra.
Embora o uso em pessoas muito jovens possa prejudicar sua capacidade cognitiva e precise de atenção, o uso consciente e estratégico pode justamente expandi-la.
A pesquisadora Danielly Fonseca, do perfil @escritamestre sugeriu que o futuro é um trabalho híbrido: “comece com sua própria cognição e, em seguida, aplique IAs para aprimorar, não substituir”.
O novo projeto do apresentador Luciano Huck é o IAV, Instituto Inteligência Artificial de Verdade. A proposta é tornar os conceitos da IA mais acessíveis à população geral, para que possam reconhecer conteúdos feitos com a tecnologia.
De acordo com o instituto, o propósito é “contribuir para o letramento digital e ampliar o acesso ao entendimento e ao uso consciente da IA. Queremos descomplicar. Traduzir o jargão técnico para uma linguagem simples, acessível e direta”.
Inclusive, o lançamento do projeto foi com um vídeo feito com ideias 100% humanas e execução 100% com IA.
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