bizi | 22.08.25

Quando uma nova marca chega ao mercado brasileiro ou uma nova estratégia que parece ter muitos resultados para ser verdade surge, muitos podem até achar que não passa de hype; mas a gente sabe que, na verdade, é estratégia! No Bizi de hoje você confere vários casos assim, como a chegada da H&M ao Brasil, buscas com IA melhorando a conversão, dados do marketing de influência, experiência de marca e muito mais.

Mais uma fast fashion está chegando ao país — e isso vai muito além do hype de influenciadores e celebridades internacionais envolvidas na campanha de lançamento.
A estreia oficial da H&M em terras brasileiras é amanhã, dia 23 de agosto, e além das ativações e estratégias impecáveis da campanha (que a Layer Up descreveu nesse post), resolvemos trazer aqui um outro olhar sobre.
E esse abraço ao novo território é cultural, estratégico e com visão de longo prazo.
Desde o primeiro vídeo da marca, a H&M vem comunicando fortemente uma adaptação à cultura BR. Não por acaso, a marca quis explorar a associação entre moda e música.
Mas além da superfície, tem outros detalhes interessantes nessa chegada.
A escolha do Shopping Iguatemi, na Faria Lima, como ponto de partida é extremamente importante para consolidar o discurso que a marca se propõe aqui: premium, porém acessível.
A H&M sabe que, até o momento, a maioria dos brasileiros que a conhecem e consomem têm um poder aquisitivo mais elevado, já que tiveram esse contato na gringa. Pelo menos na cidade de São Paulo, é provavelmente nesse shopping que você vai encontrar esse público.
Segundo Andreia Meneguete, professora do hub de Moda e Beleza da ESPM, “não faria sentido estar num lugar onde não fosse reconhecida”.
E também de acordo com Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, “o Iguatemi é estratégico para manter um bom ritmo de vendas. A Zara instalada no shopping está entre as unidades com melhores resultados do mundo”.
Seguindo essa linha, o jornal O Globo apontou que os preços das peças repetem um padrão já conhecido nesse segmento no Brasil, com “calças jeans a R$ 169,90, calças sociais a R$ 139,90 e blusas a R$ 89,90”.
Por isso também, a marca trabalhou tanta diversidade nesse início. Resta ficar de olho nas próximas estratégias.
O diretor criativo da empresa, Jörgen Andersson, disse que a marca nem se considera uma rede de fast fashion, justamente pelos estereótipos. Segundo ele, os quatro fundamentos da H&M são: moda, preço, qualidade e sustentabilidade; e sua produção é assertiva, mas não massiva.
Também de acordo com Ann-Sofie Johansson, head de design da marca, a empresa quer impactar a própria forma como os consumidores encaram a moda.
“Pensamos em criar produtos de qualidade, que durem por muito tempo, que as pessoas usem, amem e até deem uma nova vida quando não quiserem mais. Isso é projetar para a circularidade. Outro ponto é a escolha de fibras e tecidos mais sustentáveis — reciclados, orgânicos ou de origem responsável. Também repensamos processos de produção, transporte e embalagens, além de investir em inovação, como novas tecnologias de reciclagem de fibras. E queremos inspirar os clientes a cuidar melhor de suas roupas e fazer escolhas mais conscientes.”
— Ann-Sofie Johansson, head de design da H&M
Por fim, outro ponto interessante é a forma como a H&M está traduzindo todos esses valores para o lado de dentro.
Desde a estreia, os sapatos que serão comercializados no Brasil contam com design sueco, mas fabricação brasileira. Andersson também disse que, para a marca, nosso país “não é apenas um mercado de vendas, mas também um mercado onde pretendemos produzir”.
Além disso, a primeira loja conta com uma característica marcante: 62 profissionais que trabalharão na escala 5×2.
No momento em que vivemos discussões importantes no país tanto sobre importação, quanto leis trabalhistas, optar por esse caminho também foi estratégico.
São essas ações, mais do que os eventos e ativações, que mostram o desejo da marca de se consolidar integralmente na cultura brasileira: no consumo, na produção e na estrutura social.
E aí, o que achou da chegada da H&M ao Brasil? Gostou da novidade?

Se você tem um endereço online e trabalha com técnicas de SEO para fazer esse endereço se destacar, a gente sabe que os últimos meses têm sido meio turbulentos para você.
As buscas com IA chegaram causando muita comoção — e um pouco de desespero, é verdade.
Mas o Ad Age mostrou que, apesar disso, agências como Dentsu, Monks e Wpromote estão otimistas em relação ao novo cenário.
De fato, segundo o Search Engine Land, a Profound, que é a primeira plataforma de análise de buscas com IA (AI Search), identificou que:
Porém, segundo as agências, o impacto do tráfego na conversão não foi nada ruim.
Ao invés de baixar, em alguns casos as taxas de conversão aumentaram até 30% em relação ao ano passado, demonstra que a mudança no comportamento de buscas talvez reflita muito mais no topo do que no fundo do funil.
Inclusive, a head de SEO na Dentsu, Rachael Murdoch, traz essa provocação: o tráfego anterior era realmente bom e qualificado ou ele só parecia ser vantajoso, mas não servia de nada?
Ela ainda acrescenta que as taxas de impressão e conversão continuam boas. Então, será que o problema não está na análise superficial? — e a gente ainda acrescenta que isso se aplica a várias outras métricas por aí. 👀
Diferentemente das ferramentas de buscas tradicionais, em que a resposta exibe um pedaço do conteúdo ou conteúdos complementares ao produto e o restante fica por conta do clique, nas buscas com IA, a resposta teoricamente já traz tudo o que o usuário precisa. Ou seja, nesse caso, o consumidor realmente só entra no site se tem a intenção de compra.
Segundo Linda, é como se a busca por IA filtrasse esses consumidores e direcionasse para o site das marcas só quem realmente está aquecido e preparado para a conversão. Fala sério, quando foi que você pensou que a IA iria quase que organicamente qualificar seus leads?!
O que achou dessa análise? Você está sentindo essa mudança por aí também?

Como você mede suas estratégias de marketing de influência?
O estudo ROI & Influência, realizado pela YOUPIX em parceria com a Nielsen, chegou à sua 6ª edição, com o objetivo de mapear a profissionalização do ecossistema de influência no Brasil e, claro, seus resultados.
Na edição de 2024, algumas das principais descobertas foram:
Neste ano, a pesquisa qualitativa foi conduzida com 83 profissionais anunciantes e 104 profissionais de agências. E aqui estão alguns dos principais insights:

Trazendo dados do estudo Influência&Consumo, também feito em parceria com a Nielsen, a YOUPIX mostra que 54% dos consumidores adoram saber os produtos e marcas que os influenciadores usam e 80% já adquiriram um produto a partir dessa indicação.
Segundo a YOUPIX, os 3 canais mais estratégicos para trabalhar com influenciadores são:
Um dos principais problemas é que 15% dos líderes ainda são céticos com relação à influência. E o principal desafio está na mensuração:
De acordo com a pesquisa, as principais barreiras para aumentar os investimentos são:
Para a YOUPIX, a mensuração real é a chave para aumentar os investimentos e incentivar mais marcas a buscarem creators. De acordo com a consultoria, dá para medir:
O estudo completo tem 85 páginas e muitos outros insights interessantes para entender esse mercado, comprovar seu potencial e passar a acreditar, finalmente, no poder da influência — mas aí teríamos que ser menos Bizi para trazer tudo isso para a news.
Se quiser conferir outros dados e descobertas sobre marketing de influência, é só fazer o download da pesquisa no site da YOUPIX.

Em uma análise recente, a Kantar comprovou o que muita gente já suspeitava: a experiência de marca é o que realmente causa impacto nos consumidores.
Segundo a Kantar, marcas fortes são um resultado de diferenciação com relevância, experiência do cliente e compreensão de cada ponto de contato.
Para isso, a consultoria sugere um framework com 6 passos em 2 frentes: significado e diferença.
Para Juliana, se a marca não oferece experiência, ela compete só por preço e conveniência. E vimos na edição anterior que depender só dessa motivação pode afastar os consumidores.
E então, você já está cumprindo as etapas desse framework?
🤔 Quando o Bizi chega na sua caixa de entrada no fim da semana, com insights para te deixar 1) em dia com o que rolou e 2) refletindo sobre o que ainda pode acontecer a partir daqui, também é estratégico. Nos vemos na próxima semana, com mais Bizi e, com certeza, mais boas estratégias.
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