bizi | 12.09.25

Me diga de qual geração você é e eu te digo como anda sua relação com o dinheiro. No Bizi de hoje, você confere como cada geração lida com o crédito, o impacto da inteligência artificial na jornada do consumidor, a entrada da Meta no Conar, o crescimento da publicidade digital e outras movimentações que estão redesenhando o mercado.

A Serasa Experian trouxe novos dados sobre como diferentes gerações estão lidando com o crédito. E o cenário é claro: quase metade da geração Z (49,9%) recorre ao crédito com mais intensidade, seja para organizar as finanças, investir em um negócio ou até garantir aquele rolê de lazer.
Já os boomers seguem mais cautelosos, como é esperado: 39,1% preferem evitar o crédito no dia a dia.
Entre millennials e geração X, o cenário fica no meio-termo, oscilando entre usar o crédito em momentos pontuais e buscar produtos de maior qualidade quando a economia dá sinais de fôlego.
O ponto central é que o crédito deixou de ser só um “respiro” para emergências e passou a ocupar espaço no planejamento financeiro — variando conforme prioridades e estilos de consumo de cada geração.
Para quê usar crédito?
Um em cada quatro brasileiros (25%) já declara que pretende usar crédito em viagens e lazer nos próximos meses. Entre os jovens, além do lazer (21,8%), se destacam a organização das finanças pessoais (21,4%) e o desejo de investir ou abrir um negócio (20,3%).
O crédito, aqui, assume um papel quase estratégico — mais do que apenas uma ferramenta de consumo imediato.
Se a economia melhorar, muda o jogo?
Segundo a pesquisa, 29,4% dos brasileiros aumentariam gastos com lazer, viagens e restaurantes em um cenário econômico mais favorável — movimento mais forte entre millennials (29,8%) e geração X (35%).
Já a busca por qualidade aparece para 18,6% dos entrevistados, puxada pela geração Z (20,9%). Em contrapartida, 18,4% afirmam que não mudariam nada — comportamento mais presente nos boomers (27,9%).
Alerta para as marcas e empresas
Se antes o crédito era visto apenas como um recurso emergencial, hoje ele se conecta diretamente a objetivos e estilos de vida distintos.
Para marcas, compreender esses recortes é chave para criar soluções financeiras e experiências de consumo mais segmentadas, desde produtos que cabem no bolso até ofertas que conversam com sonhos de longo prazo.
Como resume Giovana Giroto, CMO da Serasa Experian, “os dados mostram que o crédito passou a ocupar diferentes papéis no planejamento financeiro, variando de acordo com a geração e com as prioridades de cada grupo”.
E por aí, para onde vai seu dinheiro?
Para conferir a pesquisa completa, basta clicar aqui.

O relatório “IA e o futuro da jornada do consumidor”, feito pela Blip em parceria com a WGSN, mostra que estamos entrando em uma nova fase, em que tecnologia e emoção precisam caminhar juntas.
Hoje, escolher um produto não é simples. Oito em cada dez consumidores consultam várias fontes antes de decidir, e quase metade já começa a busca em marketplaces. O resultado? Pressão maior sobre as marcas, que precisam oferecer conveniência, personalização e confiança em cada interação.
E quatro movimentos estão moldando esse cenário, segundo a WGSN:

O que as marcas ganham com isso?
Empresas que já integram plataformas de comércio unificado registram crescimento médio de 7,5% nas receitas anuais.
O aprendizado é simples: quem souber equilibrar tecnologia, empatia e ética vai sair na frente.

O Conar acaba de reforçar sua presença no digital: Facebook e Instagram, redes sociais da Meta, agora integram oficialmente o Conselho de Autorregulamentação Publicitária.
Na prática, isso significa que duas das maiores plataformas de mídia do mundo passam a colaborar diretamente na construção de regras para uma publicidade mais ética e transparente no Brasil.
Essa aproximação não vem do nada. O Conar já vinha puxando a fila com iniciativas como o Guia de Publicidade por Influenciadores Digitais e a criação de um Conselho de Conteúdo, ambos voltados a monitorar práticas no ambiente online. Agora, a presença da Meta reforça o peso do digital na autorregulação.
Mas não parou aí. Na mesma semana, o Conar também firmou acordos com o Ministério da Fazenda, para coibir irregularidades em anúncios do setor de apostas, e com a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), em uma frente de combate à desinformação e golpes no ambiente digital.
No discurso oficial, tanto o Conar quanto a Meta destacam que a ideia é simples: publicidade responsável não pode ter fronteiras — precisa valer para toda a cadeia e ser acompanhada da mesma velocidade que o digital exige.
“Temos diretrizes claras sobre o bom uso das nossas plataformas por anunciantes e a participação ativa em órgãos da relevância do Conar é fundamental para que sigamos evoluindo, sempre respaldados por princípios éticos e responsáveis” — Conrado Leister, vice-presidente e diretor-geral da Meta no Brasil
Entre influenciadores, big techs, governo e marcas, a régua de responsabilidade na publicidade digital está ficando cada vez mais alta — e ainda bem!

Enquanto o PIB avançou apenas 2,5%, os investimentos em mídia cresceram 12,5%, chegando a R$ 11,9 bilhões no período — R$ 1,32 bilhão a mais do que no mesmo intervalo de 2024, segundo o Painel Cenp-Meios.
Esse desempenho reforça o papel da publicidade como motor estratégico, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, marcado por juros altos e queda de produtividade industrial.

O OOH também mantém força, com 11,9%, e o rádio, aparece com 3,7%. Revistas e cinema seguem como apostas de nicho, mas com fatias reduzidas, ambos com 0,3%.
Nacional x Regional
As veiculações de abrangência nacional responderam por quase 70% do total investido (R$ 8,23 bilhões). Já no recorte regional, o Sudeste concentra 18% do investimento, seguido por Nordeste (4,7%), Sul (3,7%), Centro-Oeste (2,8%) e Norte (1,1%).
Mais do que números, o relatório mostra uma clara tendência: marcas continuam priorizando alcance e capilaridade, mas a pressão por eficiência, segmentação e mensuração nunca foi tão alta.
“Os resultados demonstram a vitalidade da publicidade brasileira, que, mesmo após o crescimento expressivo de 2024, voltou a superar expectativas em uma base já elevada. Isso reforça o papel estratégico do setor como motor da economia e como um vínculo de confiança que conecta marcas, veículos, elos digitais e consumidores”, disse Luiz Lara, presidente do Cenp.
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