bizi | 03.10.25

Nas últimas semanas, um assunto bastante delicado ganhou muito destaque: intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, com casos graves que chegaram até mesmo ao óbito.
Para quem estava muito bizi e não conseguiu acompanhar, fizemos um resumo aqui para informar e alertar. Vem com a gente:
A intoxicação por metanol acontece pela ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com a substância.
Em paralelo ao monitoramento de casos de intoxicação identificados pelo Ministério da Saúde, que já chegaram a 59 (11 deles já comprovados por laboratório), a polícia também investiga o motivo por trás: uma verdadeira operação de adulteração de bebidas.
Segundo a Exame, só nesta semana (até ontem, dia 2) quase mil garrafas suspeitas já foram apreendidas, além de quantidades enormes em fábricas clandestinas.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o número de casos vai subir nos próximos dias, pois a vigilância foi reforçada em todo o país.
Com o perdão do simplismo aos químicos, o metanol é similar ao etanol em sua estrutura, mas a diferença está na aplicação. Enquanto o etanol é o álcool “certo”, usado nas bebidas alcoólicas, o metanol tem uso principalmente industrial, como vernizes, diluentes e anticongelantes. E o principal: o metanol é bem mais barato de produzir.
Então, enquanto doses de etanol (sem exageros, claro) deixam uma pessoa eufórica/falante/com um pouco menos de coordenação e, no máximo, desidratada e bêbada, somente um shot de metanol pode provocar danos irreversíveis ou ser fatal.
Alguns dos pontos mais complicados nessa história são:
1) Não tem como identificar a diferença entre o álcool etílico e o metanol na hora do drinque, já que ambos têm a mesma aparência e cheiro;
2) Quando os primeiros sintomas aparecem (geralmente, na primeira hora a partir da ingestão) eles são bem parecidos com os efeitos do abuso de bebidas comuns: confusão, vômitos, problemas de coordenação e fala. Quando a verdadeira intoxicação começa a apresentar seus sintomas (cerca de 18h – 24h depois), a alteração de estruturas como a energia das células e o pH do sangue já está em curso, atacando nervos e órgãos, com olhos e cérebro como algumas das partes mais vulneráveis. Isso pode causar convulsões, sangramento interno, cegueira, coma e até a morte. O tratamento rápido e eficaz é imprescindível.
3) No começo, os casos estavam concentrados em São Paulo, com mais casos na região da Grande São Paulo. Mas, recentemente, os estados de Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e o Distrito Federal também iniciaram suas investigações, com casos de intoxicação já identificados.
Até agora, uma série de bares e estabelecimentos foram fechados, com suspensão de vendas de destilados, principalmente em São Paulo. Mesmo quem não passou por isso, agora enfrenta mesas vazias e pedidos escassos — totalmente compreensível e, acreditamos, também passageiro.
Agora, o Ministério da Saúde estuda novas estratégias para conter a crise, como uma sala de situação para monitorar os casos. Além da importação de antídotos, como o 🔎 fomepizol, com menos efeitos colaterais e maior previsibilidade clínica.
Além de informar, é claro que nosso objetivo aqui também é alertar nossos bizi-readers, principalmente com a iminência do fim de semana. Para curtir seu sextou com segurança, se atente para:
O mais importante agora é se cuidar e, mais do que nunca, ter um consumo muito consciente. Compartilhar essas informações também pode ajudar.
🚫 O relatório de transparência do Mercado Livre apontou um avanço contra fraudes na plataforma: 99% dos casos de infração de regras internas vieram por detecção proativa dos mecanismos de moderação da plataforma, que não dependem de denúncia externa.
Segundo o ML, esses mecanismos são uma “combinação de equipes especializadas, inteligência artificial e modelos de machine learning”. As categorias com maior nível de infração são: produtos falsificados, medicamentos não autorizados e equipamentos não homologados.
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