bizi | 23.10.26

Você seguiria a dica de alguém que não existe? Mais de 400 mil pessoas já seguem Morôni Duarte, personagem ultrarrealista criado com IA que não para de crescer no Instagram.
E, enquanto os influenciadores virtuais ganham palco, os consumidores sintéticos (perfis simulados por IA para prever como públicos reais reagiriam a campanhas e produtos) avançam nos bastidores. Segundo a revista Digiday, a Goodway Group (agência estadunidense especializada em varejo) já usa uma população sintética de consumidores no planejamento de mídia.
É daí que parte a provocação de um artigo da AdNews, assinado por Camila Pessanha: imagine uma campanha criada por IA, testada com consumidores sintéticos e apresentada por um influenciador que não existe. Eficiente? Talvez. Confiável? Aí são outros quinhentos.
O próprio texto traz o alerta, com dados do Gartner a partir de uma pesquisa com 1.006 consumidores norte-americanos: 65% acham que as marcas já produzem conteúdo demais com IA, 57% dizem que isso reduziu a confiança nas empresas e 43% passaram a buscar mais recomendações de pessoas reais.
Para a autora, a pergunta já não é se as marcas devem usar IA, mas em que ponto ela deixa de ampliar a conexão e começa a substituir a confiança.
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