bizi | 11.07.25

No Brasil, 31,3 milhões de postos de trabalho serão afetados, segundo estudo da LCA 4Intelligence. E dentro desse número, 5,5 milhões correm risco de automação total.
O cenário não é isolado, o Relatório do Futuro do Trabalho de 2025, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, mostra que 41% dos empregadores planejam reduzir suas equipes por causa da IA.
Desta vez, o impacto se volta principalmente para os white collar jobs (posições como tecnologia, finanças, direito e consultoria) e não para os operacionais, como vimos outras vezes ao longo da história.
Essa inversão de vulnerabilidade traz novos alertas. Estágios e programas de trainee, por exemplo, já estão entre as posições mais ameaçadas. Como aponta a CEO da Oxygen, Andrea Janér:
“Qualquer líder vai perceber que ele pode economizar e vai fazer isso, vivemos em uma economia capitalista. E não acho que podemos comparar este momento com outras revoluções industriais, porque elas levaram décadas para acontecer. Agora, as mudanças se dão em meses.”
Segundo a pesquisa TIC Empresas, apenas 13% das empresas brasileiras usaram IA em 2024. E mesmo entre as grandes, o uso se concentra em setores como tecnologia da informação (38%). Isso significa que, por aqui, ainda há tempo de adaptação e de requalificação.
Ainda assim, a pressão está chegando. Profissões consideradas “seguras”, como engenharia e data science, foram duramente afetadas no último layoff da Microsoft, que cortou 6 mil postos.
Evidenciando que a promessa de “carreira garantida” já não se sustenta.
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