bizi | 09.09.25

O home office vs. a produtividade ganhou mais um capítulo. Dessa vez, não é sobre as velhas discussões entre benefícios do remoto e a dificuldade das empresas aceitarem essa realidade. É sobre demissão em massa, e sobre como dados de monitoramento digital entraram na equação.
Ontem, o Itaú desligou cerca de mil funcionários e a justificativa foi a inconsistência entre as horas registradas no ponto eletrônico e os cliques, acessos e movimentações dentro dos sistemas internos do banco.
Em outras palavras, o banco cruzou dados digitais para medir quem estaria realmente trabalhando durante a jornada.
O Sindicato dos Bancários argumenta que critérios assim ignoram fatores humanos, falhas técnicas e até questões de saúde. Também critica a falta de aviso prévio e diálogo em um processo que, segundo eles, aconteceu de forma abrupta, sem uma advertência prévia.
Enquanto isso, o Itaú reforça que confiança é “inegociável” e que os desligamentos foram feitos após seis meses de monitoramento.
Na prática, o episódio reacende uma pergunta maior: até onde vai o limite entre gestão de performance e vigilância?
Mais do que um caso isolado, o episódio mostra como o futuro do trabalho remoto está sendo moldado não apenas por políticas internas, mas por métricas invisíveis que nem sempre levam em conta o que acontece fora da tela.
Vale lembrar que outras gigantes do mercado já se posicionaram contra o modelo de trabalho à distância, como a Amazon, que acabou com o home office no início do ano.
A Dell, outra big tech, não descartou totalmente o home office, mas determinou que empregados em trabalho remoto não seriam considerados para promoções nem poderiam se candidatar a novas posições na fabricante de computadores — o que dá no mesmo.
Claro que as medidas, adotadas no início deste ano, foram uma forma de forçar a volta ao presencial.
E por aí, o trabalho segue à distância, passou a ser híbrido ou você já está de volta ao escritório? Compartilha com a gente!
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