bizi | 05.12.25

Após uma pausa na semana passada, sua news preferida voltou trazendo não só insights quentinhos, mas pisca-pisca, cheirinho de rabanada e aquele clima de acaloradas reuniões familiares, pois dezembro chegou!
Para te atualizar sobre tudo, trouxemos as melhores campanhas, as notícias mais recentes e as escolhas mais impactantes do mercado.

Se na semana passada, a Netflix era só mistério sobre a estreia da 5ª e última temporada de Stranger Things, essa semana foi dedicada aos memes.
Quem viu, viu, quem ainda não viu que se proteja dos spoilers. Fato é que o streaming é case de sucesso quando o assunto é se conectar com o público, não só gerando conversas, mas participando das que já existem — e nada representa mais o brasileiro cronicamente online do que os memes.
E, por falar em análise sobre esse fenômeno, minha chefe, a Layer Up, preparou um post muito especial e completinho sobre o tema. Se ainda não viu, vale a pena fazer isso agora.
Na segunda-feira (1), o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou o novo processo para obtenção da Carteira Nacional de Trânsito, que não passará necessariamente por uma autoescola. É o fim de uma era!
Algumas das principais mudanças são:
Não sabemos se é o clima de Natal, a proximidade das eleições ou a saudade de um bom café brasileiro, mas a cada mês, a relação entre os presidentes Lula e Trump parece avançar uma casinha.
Dessa vez, após uma ligação para discutir assuntos como comércio, sanções e tarifas, e a possível colaboração para combater o crime organizado, o estadunidense disse que “muitas coisas boas virão dessa conversa”, enquanto o brasileiro completou com “estamos perto de ouvir uma notícia boa”.
O órgão regulador da segurança digital na Austrália, eSafety, anunciou uma decisão polêmica: menores de 16 anos no país estão proibidos de criar ou manter contas nas redes sociais a partir do dia 10 de dezembro de 2025 — vulgo semana que vem. A decisão também prevê que as empresas tomem medidas para evitar o acesso desses jovens e multas significativas, caso não o façam.
Porém, nada de novidade por aqui. Já acompanhamos essa discussão, envolvendo principalmente o TikTok e redes da Meta nos EUA. A reflexão segue a mesma: será que é realmente a proibição que protegerá os jovens dos perigos do online?
Se você não sabia, esse é o chá revelação do roxinho: o Nubank não possui licença bancária completa e, segundo a Resolução Conjunta N° 17, do Banco Central e Conselho Monetário Nacional (CMN), pode ter que mudar de nome por isso.
Acontece que a nova resolução, que engloba qualquer instituição financeira que opera no país, mas não tem a licença bancária, impede que elas usem banco/bank em seu nome. Prontamente, o ainda-Nubank anunciou que pretende obter a tal licença ou comprar uma instituição financeira que já a possua. E, claro, garantiu a seus clientes que nada muda em suas operações. Talvez, o máximo que possa acontecer é o que a fintech mais temia: virar um bancão.
A plataforma anunciou a nova fase de seus investimentos bilionários no Brasil, dessa vez.
O data center da rede vizinha será instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Estado do Ceará, com previsão de R$ 200 bilhões ao longo das próximas duas décadas. O empreendimento vai funcionar com energia 100% renovável e contará com parcerias locais para desenvolvimento energético e estrutural.
A CCXP, maior evento da cultura pop do Brasil, começou nessa quinta-feira (4) com recorde de patrocinadores: mais de 130 marcas estarão presentes no evento.
Para Otávio Juliato, CCO da Omelete Company (criadora da CCXP), o grande destaque para eles é a diversidade de segmentos dos patrocinadores. Já para as marcas, a vantagem é que, segundo pesquisas internas, mais de 70% dos participantes disseram ter interesse por uma marca depois de uma experiência positiva na CCXP.

Antes das clássicas campanhas de Natal, que já estão por todos os meios, ainda dá tempo de destacar outro tema que brilhou essa semana: a campanha I’m Not Remarkable, da Apple, para o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (3).
O filme em estilo musical conta com a participação de diversos estudantes universitários com deficiência para mostrar, obviamente, todos os produtos e ferramentas de acessibilidade da maçã, mas não é só isso.
Apesar de óbvio, em um cenário onde apenas 2% da liderança das empresas são pessoas com deficiência no Brasil (Radar da Inclusão 2024), achamos bom reafirmar.
Segundo Daniela Bortman, head de medicina ocupacional da Bayer no Brasil e parte dos 0,2% de mulheres com deficiência líderes no país, existe todo um ciclo que precisa ser rompido: não há pessoas com deficiência nesses cargos porque quase não há pessoas com deficiência nas empresas.
De acordo com a Forbes, “há 34 anos, a Lei de Cotas obriga que empresas com 100 ou mais funcionários no Brasil destinem de 2% a 5% das suas vagas para pessoas com deficiência”, as tais vagas afirmativas. Porém, a maioria delas são para cargos de base, muitas vezes operacionais ou administrativos.
Nem sequer existe representatividade, que dirá aspiração.
Para mudar esse quadro, com certeza, precisamos de ferramentas de acessibilidade, como as que a Apple não faz mais que a obrigação em criar e divulgar. Mas ainda mais importante é o acesso às oportunidades.
Que esse dia 3 de dezembro e todos os que ele representa sejam notáveis para todos nós.
A Reserva trouxe o clássico manifesto “Use Protetor Solar” de volta, inclusive com Pedro Bial, para um novo conselho: viva uma vida sem filtros. Confira aqui.
A Disney provou que o OOH (sem ser precedido pelo D) ainda está vivíssimo ao colocar ondas e água de verdade na divulgação da nova temporada da série “Percy Jackson e os Olimpianos”. O outdoor foi instalado em Hollywood, mas você pode ver ele aqui.

Você já parou para analisar quais foram as palavras mais faladas este ano? Os dicionários já.
No caso do Dicionário de Oxford, essa palavra foi rage bait, “isca de raiva” na tradução literal.
Seguindo os passos de brain rot, a palavra escolhida para definir 2024, essa também é uma expressão que nasceu no digital e, segundo o dicionário, se refere ao “conteúdo online concebido deliberadamente para suscitar raiva ou indignação, sendo frustrante, provocativo ou ofensivo, normalmente publicado com o objetivo de aumentar o tráfego ou o engajamento de uma página ou conta de redes sociais específica”.
Ou seja, é o famoso clickbait, mas com um objetivo muito mais específico: te deixar estressado a ponto de fazer você interagir intensamente. De acordo com dados da Oxford University Press, o uso da expressão triplicou desde 2024.
Não tão distante, o Dicionário de Cambridge elegeu “parasocial” como a palavra do ano, que também tem tudo a ver com comportamento online.
Para quem não está familiarizado, o termo descreve “uma relação que alguém experimenta com uma pessoa famosa que não conhece, um personagem de livro, filme ou série de TV, etc., ou uma inteligência artificial”.
Não à toa, apesar de ter sido criado em 1956, o boom de referências à “parassocial” foi em agosto, quando Taylor Swift anunciou seu noivado com Travis Kelce — e, claro, os swifties foram à loucura.
Mas outro ponto muito importante da palavra é que, cada vez mais, essa relação um pouco esquisita e muita intensa, que prevê intimidade, mas de um lado só, é usada para descrever a nossa relação com os assistentes de IA — o que também nos coloca cada vez mais próximos das distopias.
Mas, enquanto os dicionários anunciam o clima de conclusão, designers, arquitetos, fashionistas e demais amantes de uma boa paleta de cores, encaram o fim do ano oficial como o dia em que a Pantone anuncia a próxima cor do ano.
Para 2026, já temos a resposta: Cloud Dancerou PANTONE 11-4201 TCX, um tom de branco “neutro e elegante, cuja presença arejada age como um sussurro de calma e paz em um mundo ruidoso” — e até a descrição já dá uma acalmada.
Como já vimos em outras tendências, o Cloud Dancer também representa um respiro em meio ao caos, literalmente, uma tela em branco que representa tanto o recomeço, quanto um espaço livre para criar.
E aí, o que achou da nova cor?
Quem também lançou não só uma, mas 2 cores do ano para 2026 foi a Suvinil: Tempestade e Cipó da Amazônia. Para saber tudo sobre elas, confira essa análise.

Enquanto a mídia, os olhares e até o consumo se concentram no sudeste, mais especificamente em São Paulo e Rio de Janeiro, tem literalmente mais de 1 trilhão de oportunidades nas outras regiões.
O estudo Brasil Plural, da Troiano Branding, mapeou 370 empresas de 11 diferentes estados fora do eixo Rio-São Paulo: 193 com atuação local e 177 com atuação nacional, selecionadas com base em faturamento e premiações.
Juntas, essas empresas movimentam mais de R$ 1,34 trilhão, o que equivale a mais de 10% do PIB nacional. Somadas, elas correspondem a 45% da riqueza nacional.
Além do perfil econômico, o estudo também analisou o potencial cultural e emocional dessas marcas. Enquanto as locais geram sentimentos de orgulho, nostalgia, intimidade e pertencimento, as nacionais são mais associadas a modernidade, status, e conexão com o mundo.
E, definitivamente, um posicionamento não é melhor que outro, mas eles se complementam. Cada uma tem seu espaço e, inclusive, possibilidade de expansão: seja “para dentro”, exaltando a essência local, ou “para fora”, mostrando força e potência para competir, como pontuou o Adnews.
▶️ YouTube Culture & Trends Report. Descubra quais foram os assuntos, criadores e músicas que fizeram mais sucesso na plataforma no Brasil e nos principais mercados globais. Spoiler: se você já fez uma ligação de um telefone com fio, provavelmente, você vai se sentir um pouco perdido com os resultados.
🎧 Spotify Wrapped. Mais uma vez, a retrospectiva do Spotify chegou e já é o principal tema nos stories dos seus amigos. Neste ano, o Wrapped trouxe a idade musical, os selos de clubes e a “festinha da retrospectiva”, recurso que permite comparar seus resultados e estatísticas com os dos seus amigos.
Debí haber escuchado más música. O streaming também divulgou a lista dos 10 artistas mais ouvidos do ano e Bad Bunny conquistou o top 1 pela quarta vez. O porto-riquenho agora ultrapassou a marca de 19,8 bilhões de streams.
💟 Marcas que Importam. A Fast Company lançou seu report “Brands That Matter”, com 121 marcas que fizeram a diferença em 2025 e 10 CMOs que moldaram as marcas na vida dos consumidores.
🤝 As melhores campanhas de 2025, segundo o Ad Age no Meio & Mensagem. O portal selecionou 25 campanhas que, como eles mesmo descreveram, tiveram “doppelgängers, multiversos, frankstein fashion e consumer generated content”.
🤳 Year in Search do Google. Fechando as retrospectivas (por enquanto), também vale a pena conferir quais foram os termos mais buscados do Google, de política e acontecimentos a memes e trends do ano, de Mundial de Clubes a Bobbie Goods.
E fique de olho: a retrospectiva do Bizi vem aí. 👀
🎁 Clima natalino devidamente instaurado neste canal, já podemos te liberar para curtir o fim de semana. Nos vemos no próximo Bizi com ainda mais insights quentinhos!
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