bizi | 14.03.25
Em terra de grandes empresas cancelando suas iniciativas de diversidade, quem preserva esse ativo não é rei somente por mérito (se é que isso existe), mas também por lucro! No Bizi de hoje vamos falar sobre como a igualdade de gênero e como a inclusão de profissionais 50+ traz benefícios para as empresas, além de insights sobre o crescimento das lojas físicas e dados que todo mundo deveria ficar de olho. Vem conferir!
Você é do time compras online (facilidade, compra com um clique e receber tudo em casa), ou é do time que ainda preza pela visita na loja física (ver e tocar os produtos até que um atendente venha e te ofereça o cartão da loja)?
Brincadeiras à parte, as compras online têm ganhado cada vez mais adeptos. Com a descrição aqui em cima não é difícil imaginar o motivo.
Mas um estudo mostrou que esse fenômeno está crescendo não só pelas lojas online ou e-commerces tradicionais, mas pelas compras nas redes sociais. O social commerce é uma tendência cada vez mais consolidada e um estudo da HubSpot com profissionais dessa área mostrou o porquê.
E isso especificamente pelos seus diferenciais do mundo físico:
E por falar em boca a boca, é exatamente aqui que as marcas que desejam crescer no online devem focar. A pesquisa apontou que o maior desafio das empresas por lá, principalmente para as PMEs que estão começando agora, é conquistar a confiança do consumidor.
Mas a própria pesquisa também responde o que pode construir essa relação:
Com esses números, dá para dizer tranquilamente que as redes sociais não são somente para encontrar amigos, mas se relacionar e consumir das marcas que sabem aproveitá-las.
Já sabia desses números?
De acordo com a pesquisa CX Trends, realizada pela Octadesk e Opinion Box, os hábitos de compra dos consumidores estão priorizando cada vez mais o online.
Segundo estudo NuvemCommerce 2025, as mulheres são maioria na liderança de PMEs digitais, mas essa independência pode ser bem desafiadora.
Recentemente, falamos aqui no Bizi sobre as recentes mudanças em grandes empresas internacionais sobre suas iniciativas e políticas de DEI — Diversidade, Equidade e Inclusão.
Essa é uma onda, quase tão destruidora quanto um verdadeiro tsunami, que vem alterando o posicionamento de empresas que eram reconhecidas pelo tema. Ou será que foi sempre só fachada?
Isso não tem como sabermos, mas de uma coisa temos certeza: quem continua investindo em diversidade, tem mais do que a nossa consideração — tem lucro!
O estudo ainda apontou outros dados interessantes sobre a percepção das mulheres nesse cenário:
O estudo foi feito com base no GEM® (Gender Equality Measure), um padrão criado em parceria com a ABX Telecom, para quantificar o viés de gênero em campanhas publicitárias.
De acordo com o Meio & Mensagem, esse método “permite avaliar o impacto da representação feminina na construção de marcas mais inclusivas e rentáveis”. Então, que esse índice continue subindo e quebrando recordes!
Para melhorar ainda mais essa representação, os autores da pesquisa indicam que a diversidade deve ser uma prioridade para quem cria essas campanhas. Alguns exercícios podem contribuir com isso:
Segundo a pesquisa, a publicidade tem um papel fundamental para a transformação social sobre esse tema. Promover a igualdade entre gêneros nas campanhas não vai somente aumentar as vendas, mas provocar uma mudança na percepção de homens e mulheres reais sobre a igualdade.
É aquele efeito dominó do bem: quando uma pessoa/empresa se posiciona a favor da mudança positiva, isso impacta toda a cadeia.
Ainda na pauta dos benefícios da diversidade para as empresas, um artigo de Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, plataforma líder no Brasil para profissionais 50+, mostrou como eles são cruciais para a inovação das empresas.
Pode até parecer contraditório, mas o que acontece é que, com a saída de profissionais sênior das empresas e a chegada das novas gerações “desacostumadas” com esse ambiente, tem se criado um gap de habilidades (e um clima terrível também).
Inclusive, já falamos sobre isso nessa edição, quando uma pesquisa da McKinsey & Co apontou que, em até cinco anos, haverá um hiato de 87% nas skills profissionais. Vale lembrar que isso foi em 2024, então já estamos um ano mais perto da previsão acontecer.
Mas voltando ao artigo de Litvak, ele aponta que o risco nessa saída dos profissionais 50+ não é só a perda de habilidades que as novas gerações não possuem, mas a perda de aprendizados importantes sobre o negócio.
“De acordo com um relatório da Gartner, estamos diante de uma verdadeira ‘crise de oferta de expertise’: em 2025, a maior proporção da força de trabalho já registrada atingirá a idade de aposentadoria nos EUA, drenando as organizações de funcionários que, com anos de vivência e aprendizado, são pilares na transmissão do conhecimento institucional.”
— Mórris Litvak, Fast Company
Ele ainda complementa dizendo que, hoje, muitas empresas reclamam que essa falta de mão de obra especializada é justamente o que as está impedindo de crescer.
Sem contar que, nesse contexto, a tecnologia é mais um problema do que uma solução, pois, cada vez mais, têm absorvido tarefas que são essenciais para o aprendizado dos novatos na casa.
Segundo a Gartner, 6 em cada 10 colaboradores não recebem o coaching necessário para desenvolverem suas habilidades principais, comprometendo sua capacidade de inovar.
Litvak chama essa mentoria de “apprenticeship” — um misto de aprendiz com estagiário, onde a troca de experiências é o objetivo principal. E ainda deu algumas dicas de onde investir sua atenção e verba para aproveitar o potencial de ambos os grupos:
“Em resumo, diante da intensificação do gap de expertise e do ritmo acelerado das aposentadorias, cabe aos líderes empresariais adotar uma postura proativa e visionária. Programas de mentoria, sistemas de inteligência coletiva e políticas de suporte à vida familiar são caminhos que podem transformar esse cenário de risco em uma oportunidade de crescimento sustentável.”
— Mórris Litvak, Fast Company
Por fim, o CEO deixa um recado importante: se você quer assegurar inovação, resiliência e sucesso para a sua empresa, em um futuro cheio de mudanças garantidas, invista em profissionais 50+.
Segundo Trey Robinson, fundador da agência de marketing Story Amplify, hoje, um profissional de marketing completo precisa de muito mais que criatividade; ele precisa de dados.
Se você segue o Bizi, isso nem vai ser a maior novidade, já que esse é um dos pilares principais da nossa news. Mas nunca é demais reforçar, não é mesmo?
“Se você é um profissional de marketing tentando descobrir a próxima grande novidade, pode encontrar a resposta nos dados. (…) Não significa que o marketing tenha que perder sua vantagem criativa. Em vez disso, os dados fornecem insights que podem impulsionar decisões bem-sucedidas.”
— Trey Robinson, Exame
Para aproveitar todo o potencial dos dados, Robinson indica dividir os dados em 4 grupos e analisá-los sistematicamente:
Como o próprio nome já diz, esses dados mostram o quanto o seu público conhece a marca, seu produto ou serviço.
Eles permitem entender como o público descobre a marca e por quais canais ele entra em contato com ela.
Esses dados mostram como os compradores interagem com os conteúdos de marketing da sua marca.
Eles permitem otimizar campanhas para garantir que você alcance relevância e impacto junto ao público.
Já esses, são dados sobre o comportamento do consumidor em e-commerces, marketplaces e/ou a plataforma digital da sua marca, medindo tanto o que chama mais a atenção quanto o que gera desinteresse.
Eles permitem identificar padrões de comportamento no ambiente online e, assim, melhorar as estratégias e a experiência do usuário.
Por fim, temos os dados de conversão — não só da venda, mas de toda a jornada. Robinson lembra que, no caso de vendas complexas, isso pode envolver muitas etapas, como “cotações, testes, webinars e contratos”.
Eles permitem entender os pontos positivos e negativos da jornada do cliente, assim como melhorar processos e aumentar a taxa de fechamento dos negócios.
E aí, você já domina todos esses dados?
Entenda o papel e desafio dos dados em uma jornada fragmentada aqui;
Confira um relatório sobre a transparência de dados nas redes sociais aqui;
Ou saiba mais sobre o status da cultura data-driven nas empresas brasileiras aqui.
💗 Diversidade é bom, a gente gosta e, agora que dá lucro, talvez as empresas gostem também. Voltamos na próxima semana com mais insights quentinhos (e talvez uma frente fria)!
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