última news: Diversidade traz lucro

bizi | 14.03.25

Em terra de grandes empresas cancelando suas iniciativas de diversidade, quem preserva esse ativo não é rei somente por mérito (se é que isso existe), mas também por lucro! No Bizi de hoje vamos falar sobre como a igualdade de gênero e como a inclusão de profissionais 50+ traz benefícios para as empresas, além de insights sobre o crescimento das lojas físicas e dados que todo mundo deveria ficar de olho. Vem conferir!


VIEW E REVIEW: Mais que redes sociais, social commerce

Você é do time compras online (facilidade, compra com um clique e receber tudo em casa), ou é do time que ainda preza pela visita na loja física (ver e tocar os produtos até que um atendente venha e te ofereça o cartão da loja)?

Brincadeiras à parte, as compras online têm ganhado cada vez mais adeptos. Com a descrição aqui em cima não é difícil imaginar o motivo.

Mas um estudo mostrou que esse fenômeno está crescendo não só pelas lojas online ou e-commerces tradicionais, mas pelas compras nas redes sociais. O social commerce é uma tendência cada vez mais consolidada e um estudo da HubSpot com profissionais dessa área mostrou o porquê.

  • 87% dos vendedores relatam que o social commerce é uma estratégia eficaz;
  • 59% aumentaram seus resultados com a modalidade, em relação ao ano passado.
Segundo a Exame, ao oferecerem essa opção, as redes sociais se tornaram a maior avenida de compras do mundo.

E isso especificamente pelos seus diferenciais do mundo físico:

  • O social commerce permite a segmentação precisa do público e, assim, impactar os consumidores no momento em que estão mais propensos a comprar;
  • Ao contrário do que muitos pensam, não são só os anúncios pagos que performam bem, estratégias orgânicas bem-planejadas também podem trazer grandes resultados;
  • E, por último e talvez mais importante, por lá também funciona o famoso boca a boca, a forma de propaganda mais antiga do mundo, só que muito mais rápida e com muito mais pessoas ao mesmo tempo.

E por falar em boca a boca, é exatamente aqui que as marcas que desejam crescer no online devem focar. A pesquisa apontou que o maior desafio das empresas por lá, principalmente para as PMEs que estão começando agora, é conquistar a confiança do consumidor. 

Mas a própria pesquisa também responde o que pode construir essa relação: 

  • Conteúdos e opiniões de outros consumidores, o chamado UGC (User Generated Content, ou Conteúdo Gerado pelo Usuário);
  • E, claro, a opinião dos influenciadores. Segundo a pesquisa, 1 em cada 4 usuários já compraram produtos depois da recomendação de um influenciador;
  • Para 45% dos profissionais entrevistados, interagir de forma ativa nas plataformas é o que vai transformar seguidores em promotores da marca.

Com esses números, dá para dizer tranquilamente que as redes sociais não são somente para encontrar amigos, mas se relacionar e consumir das marcas que sabem aproveitá-las.

Já sabia desses números? 

+ Cronicamente online:

De acordo com a pesquisa CX Trends, realizada pela Octadesk e Opinion Box, os hábitos de compra dos consumidores estão priorizando cada vez mais o online. 

Segundo estudo NuvemCommerce 2025, as mulheres são maioria na liderança de PMEs digitais, mas essa independência pode ser bem desafiadora.


DATA NOSSA DE CADA DIA: A igualdade de gênero pode aumentar as vendas em até 10x

Recentemente, falamos aqui no Bizi sobre as recentes mudanças em grandes empresas internacionais sobre suas iniciativas e políticas de DEI — Diversidade, Equidade e Inclusão. 

Essa é uma onda, quase tão destruidora quanto um verdadeiro tsunami, que vem alterando o posicionamento de empresas que eram reconhecidas pelo tema. Ou será que foi sempre só fachada?

Isso não tem como sabermos, mas de uma coisa temos certeza: quem continua investindo em diversidade, tem mais do que a nossa consideração — tem lucro!

Falando especificamente da igualdade de gênero, uma pesquisa da Circana, em parceria com a instituição Ana’s SeeHer, mostrou que as vendas podem aumentar em até 10 vezes quando as marcas retratam as mulheres de forma precisa e positiva. Será que esse é um motivo forte o suficiente para convencer a banca?

O estudo ainda apontou outros dados interessantes sobre a percepção das mulheres nesse cenário:

O estudo foi feito com base no GEM® (Gender Equality Measure), um padrão criado em parceria com a ABX Telecom, para quantificar o viés de gênero em campanhas publicitárias. 

De acordo com o Meio & Mensagem, esse método “permite avaliar o impacto da representação feminina na construção de marcas mais inclusivas e rentáveis”. Então, que esse índice continue subindo e quebrando recordes!

Para melhorar ainda mais essa representação, os autores da pesquisa indicam que a diversidade deve ser uma prioridade para quem cria essas campanhas. Alguns exercícios podem contribuir com isso:

  • Desafiar constantemente os estereótipos;
  • Ser intencional sobre a equidade de gêneros;
  • Reconhecer as diferenças nas expectativas dos consumidores em relação a gênero, etnia e gerações;
  • Por fim, combater as normas de gênero e promover a inclusão.

Segundo a pesquisa, a publicidade tem um papel fundamental para a transformação social sobre esse tema. Promover a igualdade entre gêneros nas campanhas não vai somente aumentar as vendas, mas provocar uma mudança na percepção de homens e mulheres reais sobre a igualdade.

É aquele efeito dominó do bem: quando uma pessoa/empresa se posiciona a favor da mudança positiva, isso impacta toda a cadeia. 


PREVISÃO DO MERCADO: A experiência dos profissionais 50+ no futuro do trabalho 

Ainda na pauta dos benefícios da diversidade para as empresas, um artigo de Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, plataforma líder no Brasil para profissionais 50+, mostrou como eles são cruciais para a inovação das empresas.

Pode até parecer contraditório, mas o que acontece é que, com a saída de profissionais sênior das empresas e a chegada das novas gerações “desacostumadas” com esse ambiente, tem se criado um gap de habilidades (e um clima terrível também).

Inclusive, já falamos sobre isso nessa edição, quando uma pesquisa da McKinsey & Co apontou que, em até cinco anos, haverá um hiato de 87% nas skills profissionais. Vale lembrar que isso foi em 2024, então já estamos um ano mais perto da previsão acontecer.

Mas voltando ao artigo de Litvak, ele aponta que o risco nessa saída dos profissionais 50+ não é só a perda de habilidades que as novas gerações não possuem, mas a perda de aprendizados importantes sobre o negócio.

“De acordo com um relatório da Gartner, estamos diante de uma verdadeira ‘crise de oferta de expertise’: em 2025, a maior proporção da força de trabalho já registrada atingirá a idade de aposentadoria nos EUA, drenando as organizações de funcionários que, com anos de vivência e aprendizado, são pilares na transmissão do conhecimento institucional.”
— Mórris Litvak, Fast Company

Ele ainda complementa dizendo que, hoje, muitas empresas reclamam que essa falta de mão de obra especializada é justamente o que as está impedindo de crescer.

Sem contar que, nesse contexto, a tecnologia é mais um problema do que uma solução, pois, cada vez mais, têm absorvido tarefas que são essenciais para o aprendizado dos novatos na casa. 

Segundo a Gartner, 6 em cada 10 colaboradores não recebem o coaching necessário para desenvolverem suas habilidades principais, comprometendo sua capacidade de inovar.

Para o CEO da Maturi, a resposta para esse quadro é simples: unir o avanço da tecnologia com a expertise humana. Não somente treinando seus colaboradores jovens para lidar com as novas tecnologias, mas retendo os profissionais 50+ para ensinarem habilidades humanas aos recém-chegados. 

Litvak chama essa mentoria de “apprenticeship” — um misto de aprendiz com estagiário, onde a troca de experiências é o objetivo principal. E ainda deu algumas dicas de onde investir sua atenção e verba para aproveitar o potencial de ambos os grupos:

  • Invista em programas de mentorias e conteúdos de microaprendizagem que criem interações entre profissionais novos e 50+, além de transformar a expertise em conhecimento estruturado;
  • Identifique áreas críticas, como funções ou setores onde há iminência de aposentadorias e se antecipe, criando treinamentos de sucessores, por exemplo;
  • Fique de olho nas tendências dessa área e adote políticas que apoiem a força de trabalho sênior, como lifelong learning, iniciativas específicas para mulheres na fase da menopausa ou até voltadas para a família, como a licença dos avós.

“Em resumo, diante da intensificação do gap de expertise e do ritmo acelerado das aposentadorias, cabe aos líderes empresariais adotar uma postura proativa e visionária. Programas de mentoria, sistemas de inteligência coletiva e políticas de suporte à vida familiar são caminhos que podem transformar esse cenário de risco em uma oportunidade de crescimento sustentável.”
— Mórris Litvak, Fast Company

Por fim, o CEO deixa um recado importante: se você quer assegurar inovação, resiliência e sucesso para a sua empresa, em um futuro cheio de mudanças garantidas, invista em profissionais 50+.


FRAMEWORK: 4 tipos de dados que todo profissional deve dominar 

Segundo Trey Robinson, fundador da agência de marketing Story Amplify, hoje, um profissional de marketing completo precisa de muito mais que criatividade; ele precisa de dados.

Se você segue o Bizi, isso nem vai ser a maior novidade, já que esse é um dos pilares principais da nossa news. Mas nunca é demais reforçar, não é mesmo?

“Se você é um profissional de marketing tentando descobrir a próxima grande novidade, pode encontrar a resposta nos dados. (…) Não significa que o marketing tenha que perder sua vantagem criativa. Em vez disso, os dados fornecem insights que podem impulsionar decisões bem-sucedidas.”
— Trey Robinson, Exame

Para aproveitar todo o potencial dos dados, Robinson indica dividir os dados em 4 grupos e analisá-los sistematicamente:

1. Dados de conscientização da marca

Como o próprio nome já diz, esses dados mostram o quanto o seu público conhece a marca, seu produto ou serviço. 

Eles permitem entender como o público descobre a marca e por quais canais ele entra em contato com ela.

2. Dados de experiência

Esses dados mostram como os compradores interagem com os conteúdos de marketing da sua marca. 

Eles permitem otimizar campanhas para garantir que você alcance relevância e impacto junto ao público.

3. Dados de compra

Já esses, são dados sobre o comportamento do consumidor em e-commerces, marketplaces e/ou a plataforma digital da sua marca, medindo tanto o que chama mais a atenção quanto o que gera desinteresse.

Eles permitem identificar padrões de comportamento no ambiente online e, assim, melhorar as estratégias e a experiência do usuário.

4. Dados de conversão

Por fim, temos os dados de conversão — não só da venda, mas de toda a jornada. Robinson lembra que, no caso de vendas complexas, isso pode envolver muitas etapas, como “cotações, testes, webinars e contratos”.

Eles permitem entender os pontos positivos e negativos da jornada do cliente, assim como melhorar processos e aumentar a taxa de fechamento dos negócios.

E aí, você já domina todos esses dados? 

+ Continue no tema com o Bizi:

Entenda o papel e desafio dos dados em uma jornada fragmentada aqui;

Confira um relatório sobre a transparência de dados nas redes sociais aqui;

Ou saiba mais sobre o status da cultura data-driven nas empresas brasileiras aqui.


💗 Diversidade é bom, a gente gosta e, agora que dá lucro, talvez as empresas gostem também. Voltamos na próxima semana com mais insights quentinhos (e talvez uma frente fria)!

view e review:
COMPARTILHE:

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui você vai conferir: Lorem ipsum dolor sit amet,
consectetur Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur

    Confira nossos outros conteúdos


    O que as pessoas querem? Liderança, trends de vídeo, cat bonds e convergência de mídia
    última news:

    O que você quer?

    O que os seguidores realmente querem de seus líderes? 
    framework:

    O que os seguidores realmente querem de seus líderes? 

    41% das marcas usam IA para vídeos
    data nossa de cada dia:

    41% das marcas usam IA para vídeos

    Cat bonds, a crise climática traduzida na bolsa de valores
    não é cinema, mas é hype:

    Cat bonds, a crise climática traduzida na bolsa de valores

    As 3 principais trends de convergência de mídia
    previsão do mercado:

    As 3 principais trends de convergência de mídia 

    Mulheres, games, jornada de consumo e publicidade
    última news:

    Precisamos entrar em consenso

    Mulheres em Diálogo: A união (delas) faz a força
    framework:

    A união (das mulheres) faz a força

    PGB 2025: 88,8% das pessoas têm os jogos como entretenimento
    data nossa de cada dia:

    88,8% das pessoas consideram os jogos digitais um de seus principais entretenimentos

    Os 4 comportamentos principais do consumidor brasileiro no ambiente digital
    view e review:

    Os 4 comportamentos principais do consumidor brasileiro no ambiente digital

    Os altos e baixos da publicidade
    esta é new!:

    Os altos e baixos da publicidade