inside: Da teoria para a prática

bizi | 08.08.25

Jornadas conectadas, negócios escaláveis: como conectar dados, estratégia e experiência em ecossistemas digitais
por Camilo Barros (Institute for Tomorrow), Leonardo Naressi (DP6), Gerson Ribeiro (B&Partners.co) e Augusto Rocha (Pmweb), todos conselheiros do E-commerce Brasil

O primeiro conteúdo do Fórum E-commerce Brasil 2025 já mostrou essa proposta mais prática do evento: uma masterclass de quase duas horas com quatro conselheiros do E-commerce Brasil.

Juntos, eles trouxeram dados e boas práticas para quem quer entender melhor o atual cenário digital: muitos canais e jornadas, não-linearidade e muitos negócios ainda perdidos.

Segundo Camilo Barros, do Institute for Tomorrow, não precisamos de um playbook para saber o que fazer, mas de possibilidades de construção de futuro.

Apresentando alguns dados, o conselheiro disse que, muitas vezes, estamos fazendo um negócio para um consumidor que não existe mais. É crucial que as empresas se adaptem à nova realidade.

  • 70% das transações online são via mobile, mas…
  • 67% dos sites não são orientados para o mobile.

Para ele, empresas que não se adaptarem nos próximos 12 meses ficarão de 3 a 5 anos atrás da concorrência.

De acordo com Gerson Ribeiro, da B&Partners.co, temos que parar de lutar contra esses novos comportamentos e começar a trabalhar para favorecê-los. “Temos que ter obsessão pela jornada do cliente” e nos concentrarmos nos pontos onde ele interage com a marca.

Para Augusto Rocha, da Pmweb, a virada de chave está justamente em entender o e-commerce como uma estratégia de gestão, e não de marketing. O segredo está em fazer o seu cliente voltar, recomprar, indicar… E ele só fará isso se estiver satisfeito com a experiência.

Isso envolve milhares de variáveis, como você pode imaginar, mas o que muda é sua atitude frente a isso.

Para Leonardo Naressi, profissionais de marketing também precisam entender de tecnologia, saber lidar com dados e analytics para obter resultados.

Em sua visão, um profissional é realmente capaz de lidar com o novo cenário se conseguir integrar as ferramentas e usar esse ecossistema martech a seu favor.

Por falar em tech, Camilo trouxe uma previsão importante: em 2027 vamos começar a ultrapassar essa fronteira da busca generativa. Aí, entraremos no “agentic commerce”

Até 2029, essa novidade já terá trazido um impacto de 25%. Segundo o conselheiro, isso não é futuro; já é presente.

Para aderir, ele deixou dois conselhos:

  • Focar em GEO ao invés de SEO (já falamos disso na parte 1 da cobertura, mas faz sentido repetir): busque entender e se aperfeiçoar em otimização da “zero-click journey”
  • Investir em hiperpersonalização: não só entender, mas ser quase íntimo do seu consumidor. E isso precisa de muita robustez técnica, como machine learning, APIs de personalização, governança, privacidade e compliance.

Para finalizar, Gerson disse que se entender a jornada do consumidor é importante, a integração de canais é mais ainda.

Mais do que nunca, precisamos integrar branding, experience e retail, mas uma coisa não pode mudar: o consumidor tem que estar no centro de todas as estratégias.


Imagens falam mais alto que palavras: a evolução das compras no cenário mutável das pesquisas
por Susan Spark Park, Diretora de Produto Internacional no Pinterest

E por falar em mudanças no comportamento de buscas, o Pinterest apresentou seu ponto de vista — literalmente.

A Diretora de Produto da plataforma, Susan Spark Park, ou só Spark, apresentou primeiro um overview da empresa: o Pinterest é uma plataforma de descoberta visual, onde as pessoas buscam o conceito, a ideia do que gostariam.

Segundo ela, 96% das buscas por lá não tem marca, o que é positivo e representa oportunidades em muitos sentidos.

Para ela, quando os usuários estão no Pinterest é como quando entramos em uma loja e dizemos ao vendedor: “estou só olhando”. Da mesma forma, às vezes as pessoas só descobrem o que querem, quando veem um pin com aquilo. Afinal, é uma jornada.

“Uma parte importante desse trabalho é dar as palavras certas para o que as pessoas querem. Pode ser algo específico, como um tipo de tecido, cores, estilo, ou até um sentimento, como ‘eclectic maximalist’.”
— Susan Spark Park, Pinterest

Nesse ponto, o que otimiza essa jornada é a IA, claro. De acordo com Spark, uma automação de IA que identificava o biotipo corporal por meio de testes na plataforma gerou um aumento de 66% no engajamento das pessoas.

Segundo ela, as pessoas querem se ver nos resultados e a IA pode fazer essa ponte. Uma automação de IA na plataforma é o jeito mais simples de estar na frente do seu cliente, no momento certo.

  • A automação trouxe um aumento de 20% de CPA para as empresas que possuem os shopping catalogs no Pinterest;
  • No caso da brasileira Natura a junção do shopping catalog com o Pinterest Performance+ levou a um aumento de 1,6x no ROAS.

Mas também tem outro ponto muito interessante nessas buscas visuais e sem marca do Pinterest: a positividade. Segundo Spark, conforme o online otimizou o transacional, a alegria de comprar diminuiu; mas o Pinterest quer trazer essa alegria da experiência de volta.

  • Em um teste AB da plataforma, o Pinterest descobriu que um anúncio performa 2x melhor em plataformas onde o usuário tem uma experiência positiva;
  • Não só isso, mas esses anúncios chamaram 94% mais a atenção do público;
  • E ainda podem gerar mais de 24% mais vendas ao incorporar visibilidade e positividade;
  • E adivinha quem sai na frente nesse quesito é o Pinterest, é claro. Segundo Susan, a plataforma é a número 1 em impacto positivo e bem-estar em seus usuários.

Spark finalizou dizendo que uma plataforma positiva pode ser um diferencial competitivo. Não só para que os consumidores comprem mais, mas para que façam escolhas melhores.

Nota da redação: mesmo que você não tenha uma estratégia no Pinterest, esse princípio vale para as suas estratégias daqui para frente.


Varejo e consumo das novas gerações: a visão de mães sobre as marcas e a atuação nas redes sociais
por Carolina Soares (Diretora de Vendas, Marketing e CX na TPL Platinum Log), Marcella Seiffer (Diretora de Tecnologia e E-commerce no Grupo Boticário), Ana Beatriz Morais (Gerente de E-commerce na Faber-Castell) e Priscila Morelli Nogueira (Head de Parcerias na Rede/Itaú)

Esse painel especial reuniu mulheres com vários contextos e carreiras diferentes, mas uma coisa em comum: todas são executivas e mães.

Assim, além de compartilhar sua visão sobre a educação de filhos, elas também compartilharam insights como profissionais por trás do varejo, responsáveis por incentivar o consumo nas crianças de forma saudável.

É um tema que quase não falamos aqui no Bizi, mas achamos o papo relevante, sincero, cheio de afeto e informações importantes. Por isso, fique agora com as principais falas do painel.

“Cada indústria enxerga um caminho para se digitalizar. Mas se elas não fazem isso olhando para as novas gerações, elas estão no passado.”
— Carolina Soares, TPL Platinum Log

“Hoje existem muitas ferramentas novas, dados, plataformas… Como profissional é um desafio entender toda a jornada do consumidor; é preciso envolver todas as áreas, para comunicar o que você quer passar. As marcas que estão trabalhando as redes sociais, além de trazer um conteúdo de vivência, eles estão criando vínculos.”
— Ana Beatriz Morais, Faber-Castell

“Acho que hoje a gente tem um mercado mais equalizado, as marcas já perceberam que precisam estar nas redes sociais e o algoritmo entrega isso. Pelo menos as grandes empresas já tem se colocado nesse ambiente e conversado com esse público.”
— Marcella Seiffer, Grupo Boticário

“Como profissional de e-commerce, você tem que ter muita responsabilidade com o que você coloca lá. Nosso público não é a criança, é o pai, mas a jornada é da criança. Meus filhos, por exemplo, me pedem coisas que os influenciadores mostram, são eles que tomam as decisões.”
— Ana Beatriz Morais, Faber-Castell

“A gente também tem que transmitir educação financeira, porque as escolas não ensinam e com tantas influências nesse sentido, as crianças precisam dessa estrutura.”
— Priscila Morelli Nogueira, Rede/Itaú

“No Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem um artigo que fala das empresas. Ele diz que não podemos deixar produtos direcionados ao público adulto sugestivos para crianças. Alguns produtos têm disruptores hormonais, isso pode trazer muitas consequências, especialmente para as meninas. Então as marcas não podem incentivar esse consumo, elas precisam ter esse cuidado.”
— Marcella Seiffer, Grupo Boticário

“Em casa, temos dois princípios importantes sobre dinheiro e consumo: a primeira coisa é poupar, e a segunda coisa é a economia circular, incentivamos a compra ética e sempre consertar coisas, impedindo o desperdício.”
— Priscila Morelli Nogueira, Rede/Itaú

“As marcas precisam se responsabilizar. Não é só não testar em animais, é ter esse cuidado social com as crianças também.”
— Marcella Seiffer, Grupo Boticário

“Todos temos que ter responsabilidade social, como pais, como família, como produtores de conteúdo e como marcas.”
— Carolina Soares, TPL Platinum Log

Bruna Tavares: de criadora de conteúdo à criadora da própria marca do Brasil para o mundo
por Bruna Tavares (Founder e CEO da Linha Bruna Tavares), Carol Moreno (CEO no Mulheres no E-commerce), Paula França (Conselheira E-commerce Brasil na Paula França Consultoria), Ana Pio (Conselheira E-commerce Brasil na Accenture) e Viviane Vilela (Diretora de Conteúdo do E-commerce Brasil)

Nesse painel especial, 4 executivas e diretoras entrevistaram uma das mulheres mais faladas no evento: Bruna Tavares. Se o universo da maquiagem e beleza não é familiar para você, talvez você não saiba quem ela é, mas o motivo de ter sido tão comentada no evento é o que ela fez com sua marca.

A Linha Bruna Tavares, uma marca 100% nacional, criada em 2016, foi adquirida recentemente pela Kiss New York, uma das maiores marcas de beleza do mundo, presente em 108 países.

No palco do Fórum E-commerce, Bruna falou sobre essa trajetória de muito trabalho e inspiração, que levou a marca do absoluto sucesso no Brasil à internacionalização. Aqui no Bizi, trouxemos as frases mais impactantes da founder (que também é jornalista, portanto, as frases são todas bem-elaboradas 👏).

“Quanto mais certeira eu for no direcionamento, mais eu vou beneficiar a minha marca. Quanto mais memorável minha marca for, mais o próprio consumidor vai manter a longevidade da marca.”
— Bruna Tavares, Founder e CEO da Linha Bruna Tavares

Durante toda a entrevista, Bruna falou sobre deixar um legado e inspirar, de fato, seus consumidores. Não a consumir mais, mas a consumir algo que faça sentido para eles, que eles se reconheçam na marca e, assim, sejam assertivos nas escolhas.

Para ela, é isso que faz uma marca perpetuar: ouvir o seu público, estar conectado com ele. Porque, dessa maneira, ele mesmo vai levar o legado da marca adiante. 

“É preciso reinventar a marca, mas sendo fiel ao público. No caso da BT, nossos valores são inovação, diversidade e custo-beneficio. Em nenhuma atualização da marca eu vou abrir mão deles.”
— Bruna Tavares, Founder e CEO da Linha Bruna Tavares

Nessa fala, Bruna falou especificamente sobre inovar e incluir tecnologia na marca. Para ela, era importante por dois motivos: 1) criar produtos melhores e 2) trazer essa força de tecnologia para o Brasil, reforçar esse segmento que muitas vezes é negligenciado.

Na fusão com a Kiss New York mesmo, Bruna disse ser inegociável que ela continuasse como CEO e que seu time também continuasse o mesmo. Tudo isso para manter essa identidade da marca e a identidade brasileira.

Segundo ela, a marca faz produtos com muita qualidade e muita durabilidade, porque é isso que o consumidor brasileiro quer. Ela inclusive citou que “nossos produtos não são descartáveis porque o brasileiro não descarta as coisas”. Esse cuidado é imprescindível para a CEO.

E, por falar em cuidado, bruna também se preocupa com os efeitos negativos que a marca pode gerar no público.

“A gente tem que voltar algumas casas no marketing, ser mais transparente e cuidar do público com nossas estratégias. Eu parei de fazer spoilers de novos produtos porque percebi que estava gerando ansiedade no meu público. É claro que os gatilhos têm seu lugar e função, mas acho que temos que cuidar da saúde mental dos nossos consumidores.”
— Bruna Tavares, Founder e CEO da Linha Bruna Tavares

Além de muito forte, essa fala reflete uma compreensão que todas as marcas deveriam entender: despertar desejo pela marca não é o mesmo que forçar seu público a comprar, mesmo quando ele não pode. 

Inclusive, outra fala interessante de Bruna nesse contexto foi “se o produto for para você, compre! Mas se não for, prefiro que não compre. Quanto menos impulsiva e mais consciente for a compra, eu acho melhor”. 

De acordo com a founder, isso volta para o ponto inicial: compras mais assertivas geram consumidores mais ligados à marca de forma positiva.

“Ter metas a longo-prazo clareia o caminho até a profissional que eu quero ser”.
— Bruna Tavares, Founder e CEO da Linha Bruna Tavares

Por fim, uma frase mais CPF do que CNPJ. Em todas as falas de Bruna, dá para sentir que ela é uma profissional muito determinada e focada — se não fosse, dificilmente estaria em um palco contando sobre a internacionalização de sua marca, não é mesmo?

Sobre as metas de médio e longo-prazo, Bruna disse que esse é um hábito que ela sempre teve e que foi isso que a ajudou também com a BT.

Ela confirmou que tem essa ambição: ser uma marca de beleza reconhecida internacionalmente, mas principalmente no Brasil, como uma marca que mudou a relação das pessoas com a beleza. “Se daqui a 100 anos, quando contarem a história da beleza no Brasil, a minha marca tiver dois parágrafos lá, eu já estarei feliz”, ela completou.

É um olhar para futuro muito interessante que tentamos resumir como: deixar um legado, criar memórias e gerar impacto positivo na vida do público consumidor.


Shopping powered by AI: o novo comprar na era da inteligência artificial
por Gleidys Salvanha, Directress – Sector Leader Retail no Google Brasil

Outra palestra das mais aguardadas no Fórum E-commerce Brasil 2025 foi a de Gleidys Salvanha, Diretora de Negócios para o Varejo no Google Brasil — que, aliás, é muito simpática e generosa nos insights também fora do palco, aguardem novidades. 👀

Gleidys começou falando algo parecido com o que foi apresentado na palestra do Mercado Livre: estamos vivendo uma grande revolução na história da humanidade, chamada inteligência artificial. 

Segundo Sundar Pichai, o CEO do Google, a chegada da tecnologia é como a chegada do fogo ou da internet: muda tudo a partir desse ponto.

De acordo com a diretora, a IA tem a incrível capacidade de resolver problemas complexos, mas coisas simples também. Um exemplo é o clipe de Giraffes on Horseback Salad, roteiro “surrealista demais” feito por Salvador Dalí em 1937, que só foi possível realizar agora, com a IA do Veo 2, do Google.

“Hoje, passamos da era da informação para a era da inteligência. Temos todas essas informações com uma camada a mais de conhecimento e inteligência, redefinindo radicalmente a forma como interagimos com os dados disponíveis.”
— Gleidys Salvanha, Google 

E exemplos dessa camada a mais é o que não falta no Google. A diretora apresentou alguns, com novas formas de descobrir e fazer compras: 

  • Circle to search: você pode circular uma imagem em qualquer lugar, como um frame de um vídeo ou um catálogo online, e jogar no Google para descobrir onde comprar o item. Segundo Gleidys, a maioria dos jovens pesquisa assim.
  • Google Lens: recurso já conhecido da big tech, que permite tirar foto de um produto físico e procurar online.
  • Try on: novidade ainda não disponível no Brasil (mas que chegará em breve), que permite ao usuário fazer o upload de uma foto de corpo inteiro na plataforma e “experimentar” roupas online — esse aqui surpreendeu todos na plateia!

Isso é ótimo não só para consumidores, mas para as marcas. Para Gleidys, a IA trouxe duas transformações principais:

  • A forma como buscamos, que dá superpoderes aos consumidores, tornando esse processo mais inteligente, multimodal, assertivo e fluido;
  • Os resultados que o Google traz, com mais opções e cenários, além de respostas mais abrangentes.

“Hoje é mais intuitivo fazer essa ponte entre intuição e inspiração”, segundo Gleidys. Para ela, a IA também encurtou a jornada entre consideração e decisão, trazendo as “experiências agênticas” para a jornada de compra.

Resumindo: agora é muito mais fácil e rápido o consumidor passar do momento da ideia e consideração para o botão de confirmar a compra.

Outra mudança significativa é que passamos de buscas por produtos para buscas por produtos e necessidades. Ao invés de descrever o produto que procura, o consumidor descreve o que precisa, ou deseja.

Segundo Gleidys, desde 2024, essas buscas cresceram 15 vezes! E isso ajuda muito porque, quanto mais detalhada a busca, mais assertivos os resultados. Afinal, o Gemini, aprende não só com o comportamento geral, mas com o comportamento individual.

A diretora também relembra que, para essa nova era, as empresas precisam começar a se preocupar com o que ela chamou de “AI brand awareness”. Não é só o brand awareness convencional, mas pensar nessa otimização específica para as ferramentas de IA.

Ao contrário das especulações, a chegada da IA definitivamente não significa o fim do Google. Até porque, a big tech é uma das que mais investe na tecnologia — vide as novidades nessa pauta e as que falamos nesse Bizi.

E mais do que embarcar nessa nova jornada sozinho, o Google está convocando marcas para irem junto.
  • 75% das buscas são amplas, ou seja, os consumidores estão ativamente descobrindo e explorando possibilidades;
  • 70% das jornadas em que consumidores brasileiros descobriram uma nova marca, produto ou serviço passaram pelo Google e/ou YouTube;
  • Mais de 2 bilhões de pessoas já usam o AI Overviews por mês, em mais de 200 países.

Para otimizar a experiência de compra com a IA, precisamos de 3 pontos:

  • Conteúdo: sempre original e relevante
  • Visibilidade: garantir que as pessoas possam acessá-lo
  • Mensuração: compreender o valor dessas visitas 
“O que estamos vivendo é uma revolução de linguagem e isso tem que estar muito claro para nós. A IA muda a experiência entre marcas e consumidores.”
— Gleidys Salvanha, Google 

Por fim, a diretora deixou 5 takeaways dessa conversa (para quem é realmente bizi):

1. A transição da era da informação para a era da inteligência traz novas formas de resolver problemas, tanto simples quanto complexos.

2. A IA mudará radicalmente nossas jornadas, encurtando etapas e a tomada de decisões.

3. Marcas agora precisam desenvolver dois pontos: relevância para humanos e para a IA.

4. Da mesma forma, o conteúdo também precisa ser acessível e relevante tanto para humanos quanto para modelos de IA.

5. Por último, mas não menos importante, passamos de vendedores de produtos para curadores de necessidades — e quem internalizar isso vai avançar nos próximos anos.


Visão de gigantes: o presente e o futuro dos marketplaces no Brasil
por Felipe Lima (Head de Desenvolvimento de Negócios na Shopee), Marcelo Mazzi (Diretor de Marketplace e Produtos Digitais na Leroy Merlin), Marcella Souza Barbosa (Diretora de Marketplace no Grupo Casas Bahia), Valmir Andrade Jr. (Diretor de Brandsplace na Privalia), Roberta Donato (Diretora Sênior de Marketplace no Mercado Livre), Ricardo Garrido (Diretor Executivo de Marketplace no Magalu) e Virginia Pavin (Diretora de Marketplace na Amazon)

E se a gente pegasse os maiores players do mercado e colocássemos juntos no palco para discutir boas práticas e o futuro dos marketplaces no Brasil?

Foi exatamente assim que nasceu esse painel, já tradicional do Fórum E-commerce Brasil. O melhor é que, ao contrário de um climão pela concorrência, todos se deram muito bem, se complementaram em falas e entendem que todos têm o seu espaço no mercado. 

Inclusive, em algum momento do painel, Ricardo Garrido comentou que a maioria ali já precedeu outro participante em outra empresa, mostrando que esse mercado é realmente muito próximo.

O painel foi guiado por algumas perguntas, elaboradas pelos conselheiros do E-commerce Brasil, mas assim como fizemos na pauta “Varejo e consumo das novas gerações”, aqui também reunimos as principais falas, para inspirar nossos leitores.

“Diferentes marketplaces servem a diferentes públicos ou diferentes momentos de vida para o mesmo publico.”
— Ricardo Garrido, Magalu

“Vemos os marketplaces como um ponto de desenvolvimento do e-commerce no Brasil.”
— Roberta Donato, Mercado Livre

“Cada marketplace tem sua estratégia, o seller não precisa optar por um, mas escolher o que quer de cada plataforma, de acordo com a própria estratégia. Tudo depende do objetivo e de como a marca opera.”
— Marcella Souza Barbosa, Grupo Casas Bahia

“O marketplace, como ponto de conexão entre cliente e seller, se tornou o ambiente onde o consumidor encontra absolutamente tudo. No marketplace, você tem acesso a mais clientes que também estarão lá buscando outros produtos e marcas, em um momento de descoberta.”
— Virginia Pavin, Amazon

“A Privalia também é uma ferramenta de construção de marca. Conseguimos usar nossa estrutura de digital para trazer o melhor match entre consumidores e marcas, encontrando os caminhos para que as marcas gerem conexão e não só transação.”
— Valmir Andrade Jr., Privalia

“Nosso foco sempre foi no pequeno empreendedor e trazer a estrutura não só de conexão próxima, mas de logística, para que ele consiga alcançar o seu cliente e ter competitividade nesse ecossistema. Com o 7.7 (promoção mensal de desconto), por exemplo, fizemos um teste que exigiu muito investimento, estratégia de logística e também tecnologia. Mas conseguimos resultados impressionantes para todos os sellers, por isso, agora repetimos sempre.”
— Felipe Lima, Shopee

“No fim do dia, o papel do marketplace é dar ao seller o acesso ao cliente. O marketplace da Leroy se compromete em ser um conjunto de soluções completas para o lar. Assim, ele reúne essas diversas possibilidades, tanto para o consumidor que está procurando quanto para as empresas que querem estar nesse ecossistema.”
— Marcel Mazzi, Leroy Merlin

Não perca nenhuma novidade!

Por aqui, você vai encontrar um resumo de tudo que está rolando no mercado, de forma prática, dinâmica, rápida e com um toque de humor

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