última news: Acordos e consequências

bizi | 18.03.25

Toda ação tem sua reação e todo acordo tem suas consequências — algumas muito boas e outras com muitos aprendizados. O Bizi de hoje está recheado de dados sobre a Strima, novo acordo de streamings do Brasil, as collabs mais citadas nas redes sociais, barreiras no avanço da IA, mulheres do empreendedorismo e muito mais. Vem conferir!


NÃO É CINEMA, MAS É HYPE: Conheça o Strima, o novo acordo de streamings no Brasil

O acordo foi selado e agora uma nova associação faz parte do mercado audiovisual brasileiro: Strima, o novo representante dos streamings no Brasil.

Essa é a união de grandes players e concorrentes — Globoplay (o único BR da lista), Netflix, Disney+, Prime Video e Max — em nome de um só objetivo.

Segundo Luízio Felipe Rocha, advogado com quase dez anos de experiência em relações governamentais e diretor-executivo da nova entidade, a Strima surgiu para promover o diálogo do setor com o poder público, empresas e profissionais. (set.org.br)

“Em um cenário de crescente oferta e consumo no Brasil de obras audiovisuais por meio da internet, a STRIMA nasce com o propósito de fortalecer o audiovisual no Brasil, garantindo investimento e aprimoramento do setor.”
— Site oficial da Strima

Inclusive, a Strima terá sede em Brasília, para ficar perto das discussões políticas sobre o setor. O acordo acontece em um momento estratégico para isso: dois projetos de lei, sobre a relação dos streamings com a indústria audiovisual brasileira, estão em tramitação na Câmara dos Deputados.

  • PL 8889/2017: propõe regular os serviços e o investimento de ao menos 10% do faturamento bruto das empresas do setor na contratação de direitos de obras nacionais.
  • PL 2331/2022: propõe incluir a cobrança de tributo sobre a oferta de serviços na Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).

De fato, há muita coisa em jogo. De acordo com o Money Report, o Brasil é o maior mercado de vídeo sob demanda da América Latina.

  • Só o nosso país detém quase um terço dos 83 milhões de assinantes latinos;
  • O setor audiovisual é responsável por empregar mais de 650 mil pessoas;
  • Além de movimentar cerca de R$ 55 bilhões no PIB brasileiro.
“O streaming se tornou a grande vitrine das produções brasileiras no mundo. Queremos que os brasileiros se vejam na tela, não só no país, mas globalmente.”
— Luízio Felipe Rocha, diretor-executivo da Strima

Se quiser conferir mais detalhes, a Strima já conta com um site próprio. E, claro, estaremos de olho nas movimentações desse acordo por aqui.


DATA NOSSA DE CADA DIA: 66% dos brasileiros aprovam collabs entre marcas

Sabe quando você assiste a um filme ou série e torce muito por um casal ficcional? Com as collabs é quase a mesma coisa: você gosta tanto de duas marcas e sempre pensa que seria perfeito se elas se unissem. Afinal, se sozinhas já são boas, imagina juntas?

Não à toa, um estudo da Orbit Data Science descobriu que a maioria dos brasileiros aprova as collabs — quando elas fazem sentido, é claro.

66% dos consumidores brasileiros aprovam a colaboração entre as marcas. Mas, por outro lado, 34% deles não se sentem representados por colaborações e produtos exclusivos.

Depois de analisar 2.200 conversas no TikTok, Bluesky e X (antigo Twitter), sobre as principais collabs de 2024, o instituto descobriu muitos insights interessantes sobre a estratégia:

Além de listar o que dá certo, a Orbit Data Science também mapeou o que faz diminuir o interesse dos consumidores:

  • Não engloba o Brasil inteiro (26,5%)
  • Sabor desaprovado (18,7%)
  • Preço alto (13,2%)
  • Estimula o hiperconsumo (6,5%)
  • Produto esgotado (5,9%)

Esses dados mostram que o público está atento às collabs, mas não se deixa convencer por qualquer proposta. O sucesso de uma estratégia assim depende de muito mais que do apenas a sinergia entre as marcas ou o produto final.

“Uma das principais dores mapeadas nas conversas é a exclusão de determinados públicos, seja pela limitação geográfica da distribuição dos produtos, seja pela falta de conexão com as identidades representadas na campanha. Consumidores querem se sentir parte da experiência, através da inclusão e representatividade.”
— Orbit Data Science

O que achou desses insights? Já pensou qual marca faria o fit perfeito com a sua?

Para conferir todos os detalhes e dados, acesse a página do estudo, no site da Orbit Dat Science.


DEU RUIM: Avanço da IA vs. despreparo dos líderes 

Como anda o avanço da IA aí na sua empresa?

Um estudo da consultoria Maitha Tech apontou que, apesar de ser um dos temas mais importantes para a gestão, nem todo mundo está tão preparado quanto gostaria para lidar com a tecnologia.

Realmente, a IA é pauta confirmada na maioria das empresas e um estudo recente da Deloitte confirmou que 58% das companhias aqui no Brasil já contam com ela na rotina.

Se pegarmos o Bizi como exemplo, a inteligência artificial esteve diretamente em 8 das últimas 10 edições que fizemos. Afinal, é o assunto do momento!

Mas a pesquisa Tech Challenges Brasil 2025, divulgada na Fast Company Brasil, mostrou que o preparo dos profissionais não segue no mesmo ritmo:

Apenas 10% dos gestores entrevistados se sentem completamente preparados para liderar seus times em relação às questões provocadas pelo cenário tecnológico. Ainda 45,6% disseram que se sentem pouco ou nem um pouco preparados para lidar com os novos recursos.

Os maiores desafios descritos por eles estão em um problema que afeta o avanço em qualquer área: a “alternância de foco”. Principalmente com relação à inteligência artificial, existem atualizações praticamente todos os dias. Para empresas que não lidam diretamente com a tecnologia, pelo menos toda semana tem uma novidade — como provam as pautas do Bizi.

Isso exige um tempo de dedicação e aprendizado que, nem sempre (na verdade, quase nunca) os negócios têm sobrando.

Outro desafio principal, de acordo com os líderes, é a “falta de profissionais capacitados” no setor — e também já mostramos isso antes.

Porém, esse status não muda o fato da IA ainda ser prioridade:

  • Os líderes relataram que têm expectativas altas (45,63%) e até muito altas (43,69%) sobre entregas de TI e produtos;
  • No caso, a principal entrega é o “uso de inteligência artificial para resolver problemas reais dos clientes e/ou trazer ganhos tangíveis para o negócio”, com 29,13% das respostas.

A pesquisa mapeou ainda outros objetivos para o uso de IA, como colocar a empresa na vanguarda do mercado e aumentar a produtividade.

E por aí, qual é o seu maior objetivo com a inteligência artificial? Você está conseguindo alcançá-lo?

+ Continue no tema:

De acordo com uma pesquisa da Universidade Cornell, nos EUA, os conteúdos de IA estão entupindo a web. Em questão de meses, conteúdos com indícios de terem sido criados ou alterados pela tecnologia aumentaram 10x.


FRAMEWORK: 80% das mulheres querem empreender 

Você já pensou em empreender? Se você for uma mulher, as chances desse pensamento já ter rondado a sua mente aumentam consideravelmente.

Uma pesquisa da Opinium Research, a pedido da Mastercard, revelou que 80% das mulheres já consideraram abrir ou administrar seu próprio negócio, incluindo as brasileiras. Mas esse sonho não vive só de motivação.

Existem muitos desafios para as mulheres neste cenário — assim como em qualquer outro, quando se trata do aspecto profissional.

  • Atualmente, 58% das mulheres se consideram empreendedoras, de fato;
  • Apesar do alto número de interessadas, 53% ainda não conseguiram dar o primeiro passo nessa jornada;
  • 24% delas acreditam que “não é possível para alguém como elas” abrir um negócio. Quando se trata especificamente da Geração Z, esse percentual sobe para 33%.

De acordo com as entrevistadas, os principais motivos para desejarem empreender são:

  • Ganhar mais dinheiro (70%)
  • Criar uma rede de segurança financeira (49%)
  • E, por fim, conquistar independência financeira (42%)

E os setores mais buscados para a empreitada são:

  • Venda online (20%)
  • Alimentação e bebidas (18%)
  • Cosméticos (18%)
“A Mastercard acredita que, quando pequenos negócios vencem, toda a economia vence. As mulheres empreendedoras são fundamentais para o crescimento sustentável do Brasil, e estamos comprometidos em fornecer as ferramentas, a tecnologia e o suporte necessários para que elas prosperem.”
— Ana Karina Scarlato, VP de Produtos e Inovação da Mastercard Brasil

Essa pesquisa faz parte da campanha global “Empowerment for All 2025”, criada pela Mastercard para o Dia Internacional da Mulher.

O objetivo é destacar as mulheres empreendedoras ao redor do mundo e mostrar a todos o impacto que elas trazem para a economia. 

Vale lembrar que esse é um grupo importantíssimo para a empresa. Desde 2020, iniciativas da Mastercard já apoiaram 37 milhões de mulheres empreendedoras globalmente.

Tudo bem que essa é uma pergunta retórica, mas você conhece alguma mulher empreendedora? Que tal compartilhar o Bizi com ela para incentivar ainda mais essa ambição?


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