bizi | 04.07.25

Campanhas com influenciadores locais não são mais experimentos de alcance limitado. Na verdade, elas são, cada vez mais, estratégias centrais para marcas que desejam criar conexões reais com seus públicos.
Dados recentes da pesquisa “Marketing de Influência e Regionalismo”, da Influency.me com a Opinion Box, reforçam essa virada de chave: 57% dos brasileiros avaliam positivamente campanhas com criadores regionais. Entre a Geração Z, a sensação de representatividade dispara para 76%.
No Nordeste, onde 25% da amostra da pesquisa foi concentrada, 73% dos entrevistados afirmam seguir influenciadores da própria região — o maior índice entre todas as regiões do país.
Essa preferência se traduz em impacto direto no consumo: 69% já compraram ou sentiram vontade de comprar produtos indicados por esses criadores, e 43% se sentem mais inclinados a consumir marcas que os utilizam em suas campanhas.
A relevância é o novo critério de escolha. Para Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, o regionalismo não é mais uma tendência passageira, mas uma via estratégica para gerar identificação, confiança e resultados de verdade.
Não se trata apenas de dar visibilidade a sotaques e tradições, mas de permitir que esses criadores se expressem com autenticidade. Quando isso acontece, os efeitos aparecem rápido: mais engajamento, mais afinidade e mais vendas.

Stories ainda são o modelo favorito para 58% dos respondentes, mas entre os mais jovens, os vídeos curtos como Reels e TikToks lideram. Isso reforça a importância de adaptar não só a mensagem, mas também a linguagem e o canal ao perfil do público. Não à toa, o Instagram segue como a rede social mais usada, com 87% de preferência.
Em um mercado saturado de campanhas genéricas e promessas vazias, os influenciadores regionais trazem algo que as marcas estão constantemente tentando conquistar: legitimidade.
A proximidade cultural, quando usada com respeito e estratégia, deixa de ser detalhe e passa a ser diferencial competitivo.
Marcas que ainda tratam o regionalismo como um aceno pontual ou como recurso estético correm o risco de parecer desconectadas. E, como mostram os dados, 47% dos consumidores já estariam dispostos a deixar de consumir produtos de empresas que ignoram ou desrespeitam a cultura local.
O recado está dado: em vez de procurar grandes nomes com milhões de seguidores, talvez o melhor caminho seja escutar quem já tem voz ativa dentro das comunidades.
E aí, sua marca já está conectada com essa realidade?
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