bizi | 24.06.25

Notou alguma coisa diferente neste mês de junho? Conhecido como o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, que já falamos em outros anos aqui no Bizi, em 2025, ele ficou mais tímido.
Normalmente, esse mês é período perfeito para marcas que celebram a comunidade e se engajam na luta por direitos. Ao invés das campanhas por todos os lados, houve uma redução perceptível em ações nesse sentido.
De acordo com Fátima Pissarra, CEO da agência de marketing de influência Mynd, “a contratação de influenciadores da comunidade LGBTQIAPN+ caiu cerca de 90% nos últimos três anos.” (Bring Me Data).
Isso pode ser um reflexo do movimento internacional (principalmente norte-americano) em reduzir iniciativas e ações de DEI, mas também é um fator social brasileiro.
Segundo a CEO, desde as eleições presidenciais de 2022, que “setaram” de vez a polarização política do nosso país, as marcas encaram esse posicionamento como um investimento de alto risco.
Segundo Fátima Pissara, as marcas estão mais cautelosas em relação às campanhas envolvendo a comunidade LGBTQIAPN+, principalmente nas redes sociais, onde qualquer assunto pode virar polêmicas e cancelamentos.

Apesar da queda no número de ações e marcas favoráveis, outros grandes nomes marcaram presença na Parada este ano. Alguns exemplos são Sephora, Philip Morris, Accor, Banco do Brasil, Sympla e Hapvida.
Vale lembrar que, segundo o Monitor do Debate Político, a 29ª edição, realizada no último final de semana, reuniu cerca de 48 mil pessoas.
Como o próprio tema da Parada do Orgulho LGBT+ deste ano diz: “ser LGBT+ é resistir à tentativa de apagamento”. Isso também diz respeito à nossa conscientização sobre essa causa, seja na publicidade ou no dia a dia.
A história LGBTQIAPN+ importa porque pessoas importam. Essa não deveria ser uma pauta de discussão política ou ideológica, mas um consenso de todos que prezam pela vida humana.
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