bizi | 01.11.24
Uma das palavras mais citadas no Bizi, desde o começo da news é “tendências”. Temos uma coleção delas, desde que começamos a trazer insights quentinhos para você. Mas hoje vamos fazer algo diferente: vamos te falar tendências para não seguir, de acordo com a Comarch, provedora global de ferramentas de gestão e marketing digital.
A lista foi feita com base em estratégias que não deixaram de ser totalmente relevantes, mas já não trazem mais os mesmos resultados. Em cada uma delas, a companhia também traz uma dica para reverter esse cenário.
Vem conferir um resumo de cada uma:
Não é que chatbots não sejam mais importantes. Mas conforme a demanda por personalização aumenta, quem não traz esse diferencial, pode ficar para trás.
Por isso, se você tem um chatbot que não é orientado por IA, alimentado por tecnologias avançadas como processamento de linguagem natural (NLP) e aprendizado de máquina, agora é a hora de atualizar essa ferramenta.
“Assistentes modernos de IA, como aqueles que usam modelos como GPT, oferecem interações dinâmicas e personalizadas e podem lidar com consultas muito mais complexas. Ao alavancar dados do cliente, esses bots avançados fornecem soluções personalizadas ao mesmo tempo em que oferecem uma experiência mais humana.”
— Comarch, Search Engine Land
Já faz alguns anos que a IA é utilizada para escuta básica nas redes sociais, a fim de descobrir o sentimento do público em relação à marca. Mas falta profundidade nesse processo.
É preciso migrar para modelos de IA mais avançados, que integram compreensão contextual mais profunda e análise não só de textos, mas de imagens e vídeos também. Isso é algo que os próprios consumidores esperam das marcas.
Do lado das marcas, isso também é vantajoso. Mais compreensão gera uma conexão muito mais forte com o público, em um nível mais pessoal e emocional.
Olhar dados do passado para prever padrões de compra do futuro já não faz mais tanto sentido.
Hoje, as coisas mudam rapidamente — comportamentos, necessidades, tendências — e os consumidores esperam que as marcas se adaptem a isso tudo em tempo real. E quem pode ajudar nesse processo? Pois é, acertou quem disse “inteligência artificial”, é claro.
A tecnologia consegue ser rápida o suficiente para acompanhar essas mudanças em tempo real, e também fazer com que os profissionais se adaptem mais rápido ao público.
Bastante parecido com a não-tendência anterior, a recomendação de produtos também tem sido muito pautada no que os consumidores já haviam comprado antes. Isso se baseava principalmente em dois dados: “frequentemente comprados juntos” e “clientes que compraram isso também compraram”.
Mas só isso não é mais o suficiente. Com a ajuda da IA, as recomendações estão mais inteligentes e mais sensíveis ao contexto; mais baseadas no estilo de vida, do que em uma atitude pontual sobre uma só marca.
Graças ao aprendizado de máquina, os algoritmos atuais conseguem analisar os dados do usuário em tempo real e ainda cruzar essas informações com fatores externos, como sazonalidade e tendências sociais.
“Em 2023, 56% dos millennials em todo o mundo recorreram a ferramentas de IA generativas, ignorando os mecanismos de busca tradicionais, para receber recomendações de produtos ou serviços que não são apenas personalizadas, mas também intuitivas para seu contexto atual.”
— Comarch, Search Engine Land
Dizer o que você quer encontrar depois de falar “Ok, Google” é muito legal, mas, no geral, não passa disso.
Diferente das tendências para não seguir anteriores, nessa as empresas realmente se prepararam e até adaptaram técnicas de SEO específicas para pesquisa de voz, esperando que os consumidores começassem a pesquisar mais usando a voz.
Mas a tendência aponta que, cada vez mais, os consumidores busquem por experiências de IA conversacional mais interativas e orientadas a tarefas, como fazer compras por um comando de voz ou gerenciar tarefas, como a Alexa, por exemplo.
Todos sabemos como funciona: é só inserir a idade, localização e gênero desejados, que a ferramenta de ads cria uma segmentação apurada. Será?
Esse tipo de dado é considerado básico e já é insuficiente para direcionar conteúdos e campanhas de marketing com assertividade.
Hoje, a segmentação orientada por IA também conta com dados psicográficos e comportamentais mais complexos. O que permite dois pontos muito interessantes: a microssegmentação do público e a hiperpersonalização dos produtos e serviços.
Além disso, a segmentação por IA também ajuda a direcionar o conteúdo certo para o canal certo, garantindo que o público veja o que é realmente relevante para ele, na plataforma que ele interage.
E aí, você estava seguindo alguma dessas tendências?
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